O Exército dos Estados Unidos está prestes a incorporar uma inovação significativa em seu arsenal com a introdução da granada M111, uma arma letal que utiliza ondas de pressão. Esta é a primeira nova granada letal desenvolvida em quase seis décadas e promete mudar a abordagem dos soldados em combates em espaços fechados.
Funcionamento inovador da M111
Diferente das granadas tradicionais, a M111 opera através de uma onda de pressão, conhecida tecnicamente como blast overpressure. Ao explodir, o invólucro plástico da granada se vaporiza, liberando uma onda de choque que atravessa obstáculos como paredes e móveis, comprimindo e descomprimindo violentamente os tecidos do corpo humano. Isso pode resultar em danos severos, como o rompimento de pulmões e tímpanos, além de danos cerebrais.
Vantagens no combate urbano
A principal vantagem da M111 está no combate a curta distância, especialmente em ambientes urbanos. Em operações dentro de edifícios, as granadas de fragmentação convencionais apresentam riscos de fratricídio, pois os estilhaços podem ricochetear e atingir soldados aliados. A M111 elimina esse risco, tornando-se uma escolha mais segura para operações em espaços confinados.
Substituição e complementação de armamento
A M111 substitui a antiga MK3A2, retirada de serviço devido ao uso de amianto em sua composição. Além disso, complementa a M67, que continuará a ser utilizada em campo aberto. A M67, uma granada de fragmentação, dispersa estilhaços a alta velocidade, sendo eficaz em áreas amplas. Já a M111 é ideal para ambientes fechados, oferecendo uma abordagem mais segura e eficaz.
Desenvolvimento e transição
O desenvolvimento da M111 foi realizado no Arsenal de Picatinny, em colaboração com o Centro de Armamentos do Comando de Capacidades de Desenvolvimento de Combate do Exército. Para facilitar a adoção, a M111 compartilha o mesmo processo de armamento da M67, minimizando a necessidade de retreinamento dos soldados.
Com essa inovação, o Exército dos EUA busca aprimorar suas capacidades de combate em ambientes urbanos, oferecendo maior segurança e eficácia em operações críticas.
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Fonte: gazetadopovo.com.br
