Agência Petrobras

Leilão do pré-sal: ANP amplia oferta para 23 blocos exploratórios

BeeNews 06/04/2026 | 16:59 | Brasília
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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador do setor, anunciou a ampliação da oferta de áreas para o próximo leilão de blocos exploratórios de petróleo no pré-sal. Um total de 23 blocos será disponibilizado, marcando um passo significativo na estratégia de exploração e produção de hidrocarbonetos no Brasil.

A confirmação da nova oferta foi divulgada por meio da atualização do edital do Oferta Permanente de Partilha de Produção (OPP). Inicialmente, oito blocos já estavam previstos no certame. No entanto, a diretoria da ANP, com a validação do Ministério de Minas e Energia (MME), adicionou mais 15 áreas em 27 de março, elevando o número total para 23 blocos.

A expansão da oferta no pré-sal

Todos os blocos recém-incluídos estão localizados no Polígono do Pré-Sal, uma região estratégica no litoral da região Sudeste do Brasil, conhecida por suas vastas reservas de petróleo e gás natural. Destes, oito blocos situam-se na Bacia de Campos e os 13 restantes na Bacia de Santos, duas das mais produtivas do país.

A ANP assegura que todos os blocos exploratórios possuem parecer favorável quanto à viabilidade ambiental. Essa avaliação foi emitida pelos órgãos competentes, com manifestação conjunta do MME e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), garantindo que as operações futuras respeitarão as diretrizes ambientais.

Com a publicação do edital atualizado, os 23 blocos estão agora aptos a receber declarações de interesse por parte das empresas de petróleo. As empresas interessadas deverão apresentar suas respectivas garantias de oferta, um passo fundamental para a formalização da participação no certame.

O mecanismo da oferta permanente

A Oferta Permanente representa a principal modalidade de licitação para a exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil. Diferentemente dos modelos de rodadas tradicionais, este sistema se destaca por permitir a oferta contínua de blocos exploratórios, proporcionando maior flexibilidade ao mercado.

Essa abordagem permite que as empresas tenham tempo para analisar os dados técnicos das áreas e apresentar suas propostas no momento que considerarem mais oportuno. A ANP enfatiza que essa flexibilidade tem sido crucial para fomentar a competitividade e aumentar a atratividade do setor energético brasileiro.

As ofertas permanentes podem ser realizadas sob dois regimes: concessão ou partilha. O regime de partilha é o adotado para as áreas do pré-sal, onde se encontram as maiores reservas de petróleo do país, e para outras regiões consideradas estratégicas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Regimes de exploração: partilha e concessão

No regime de partilha, o critério para definir o vencedor do leilão não é o bônus de assinatura, que é um valor fixo. Em vez disso, a empresa ou consórcio que oferecer a maior parcela do excedente de produção à União é quem arremata o bloco. Cada área possui um percentual mínimo de excedente exigido.

O excedente de produção, nesse contexto, corresponde ao lucro da produção após a dedução dos custos operacionais. Além dessa parcela, o Estado brasileiro também se beneficia com o recebimento de tributos, royalties e participação especial, aplicável a campos de grande volume de produção.

Os interesses da União no regime de partilha são representados pela estatal Pré-Sal Petróleo (PPSA), sediada no Rio de Janeiro e vinculada ao MME. A PPSA é responsável por leiloar o óleo entregue pelas petroleiras à União, garantindo a gestão eficiente dos recursos nacionais.

Em contraste, nos contratos sob o regime de concessão, empregado em outras áreas exploratórias, o vencedor é determinado pela empresa ou consórcio que oferece o maior valor em bônus de assinatura. Este bônus concede o direito de explorar petróleo na área licitada.

Histórico e perspectivas para o setor

A ANP já conduziu três ofertas permanentes no regime de partilha, realizadas nos anos de 2022, 2023 e 2025. O último leilão, em 2025, resultou na arrematação de cinco dos sete blocos ofertados, com um ágio expressivo que atingiu 251,63%, demonstrando o forte interesse do mercado.

Além disso, o país já vivenciou cinco ciclos de Oferta Permanente no regime de concessão, que ocorreram em 2019, 2020, 2022, 2023 e 2025. Esses históricos reforçam a relevância do modelo de Oferta Permanente para o desenvolvimento do setor de óleo e gás no Brasil.

Blocos disponíveis para exploração

A lista completa dos blocos que serão ofertados no próximo leilão inclui áreas estratégicas nas bacias de Santos e Campos, consolidando a expansão das oportunidades no pré-sal brasileiro.

Bacia de Santos

  • Ágata
  • Amazonita
  • Aragonita
  • Calcedônia
  • Cerussita
  • Cruzeiro do Sul
  • Granada
  • Jade
  • Malaquita
  • Opala
  • Quartzo
  • Rodocrosita
  • Rubi
  • Safira Leste
  • Safira Oeste

Bacia de Campos

  • Azurita
  • Calcita
  • Hematita
  • Larimar
  • Magnetita
  • Ônix
  • Siderita
  • Turmalina

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Palavras-chave: anp, brasil, economia, energia, exploração, gás, governo, leilão, petróleo, sal, blocos, oferta, produção, partilha, áreas, regime, permanente, setor
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