escolher suas palavras com cuidado, Leão surgiu como um crítico declarado da gue

Em meio a negociações de paz, Papa Leão XIV exige o fim da “loucura da guerra”

BeeNews 11/04/2026 | 17:03 | Brasília
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O Papa Leão XIV fez um apelo contundente aos líderes mundiais neste sábado (11), instando-os a pôr fim ao que ele descreveu como a “loucura da guerra”. Este pronunciamento ocorre em um momento crucial, enquanto as principais autoridades dos Estados Unidos e do Irã se reúnem no Paquistão para discutir um possível acordo de paz, visando encerrar um conflito que já se estende por seis semanas. A declaração do pontífice ressalta a urgência de uma resolução diplomática para a crise.

Em uma vigília especial de oração realizada na Basílica de São Pedro, o primeiro papa norte-americano não hesitou em condenar veementemente o uso de preceitos religiosos para justificar hostilidades. Ele alertou que a “ilusão de onipotência que cerca o mundo está se tornando cada vez mais imprevisível”, destacando a crescente instabilidade global e a necessidade de uma abordagem mais humana e racional para os conflitos.

Papa Leão XIV clama por paz global em vigília especial

Durante a vigília, o Papa Leão XIV dirigiu-se diretamente aos líderes mundiais com uma mensagem incisiva: “Parem! É hora da paz! Sentem-se à mesa do diálogo e da mediação, não à mesa onde se planeja o rearmamento”. Suas palavras ecoaram a preocupação da Igreja com a escalada militar e a prioridade que deveria ser dada à diplomacia e à busca por soluções pacíficas.

Conhecido por sua cuidadosa escolha de palavras, o pontífice tem se posicionado como um crítico vocal do conflito envolvendo o Irã. Neste sábado, ele utilizou uma linguagem vigorosa para denunciar a guerra, mencionando cartas de crianças em zonas de conflito que, segundo ele, descrevem “horror e desumanidade”, humanizando o impacto devastador da violência.

Crítica veemente ao uso da fé para justificar conflitos

O Papa Leão XIV reiterou sua condenação ao uso da linguagem cristã para justificar a guerra, uma posição já expressa em 30 de março, quando afirmou que Deus rejeita as orações de líderes com “mãos cheias de sangue”. Ele enfatizou que “o equilíbrio dentro da família humana foi severamente desestabilizado” e que “até mesmo o santo Nome de Deus, o Deus da vida, está sendo arrastado para discursos de morte”.

Declarações anteriores do papa foram interpretadas por comentaristas católicos conservadores como uma crítica direcionada ao secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que teria invocado a linguagem cristã para justificar ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã. A postura do papa sublinha a incompatibilidade entre a fé e a promoção da violência.

A voz do Vaticano contra a ‘loucura da guerra’

O pontífice também fez referência à oposição histórica da Igreja Católica à invasão do Iraque liderada pelos EUA em 2003, citando um apelo do falecido Papa João Paulo II feito apenas quatro dias antes do início daquele conflito. Essa menção contextualiza a posição atual do Vaticano como uma voz consistente pela paz e contra intervenções militares.

Leão XIV proclamou: “Chega da idolatria do eu e do dinheiro! Chega de exibição de poder! Chega de guerra!”. Essa declaração encapsula a visão do papa sobre as raízes dos conflitos modernos, atribuindo-os à ganância e à busca por dominação, e reforça a necessidade de uma mudança de valores para alcançar a verdadeira paz.

Negociações de paz entre EUA e Irã no Paquistão

Enquanto o Papa Leão XIV fazia seu veemente apelo, líderes dos Estados Unidos e do Irã estavam reunidos no Paquistão em busca de um acordo de paz. As negociações buscam uma resolução para o conflito de seis semanas, que tem gerado grande preocupação internacional. A simultaneidade dos eventos – o apelo papal e as conversas diplomáticas – destaca a complexidade e a urgência da situação global.

O serviço especial de oração deste sábado foi previamente anunciado pelo papa no último domingo, durante sua mensagem de Páscoa, reforçando a importância espiritual e moral que ele atribui à busca pela paz e à cessação das hostilidades em todo o mundo.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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