Em um evento realizado nesta segunda-feira (11), em Nova York, Donald Trump Jr., vice-presidente executivo da Organização Trump, defendeu publicamente o fortalecimento dos laços econômicos entre Brasil e Estados Unidos. Ao lado de figuras de destaque do empresariado brasileiro, como Wesley Batista, da JBS, e André Esteves, do BTG Pactual, o filho do presidente americano criticou a dependência de nações aliadas em relação à China.
economia: cenário e impactos
Aliança estratégica e redução da dependência da China
Durante sua participação, Trump Jr. argumentou que a cadeia global de suprimentos tem sido capturada por países que não compartilham dos mesmos valores dos Estados Unidos. Ele enfatizou que o alinhamento de interesses entre Washington e Brasília é uma oportunidade crucial para mitigar a influência chinesa em setores considerados estratégicos.
O executivo destacou que áreas como mineração, agronegócio e tecnologia, incluindo o desenvolvimento de inteligência artificial e infraestrutura de 5G, devem ser tratadas como prioridades geopolíticas. Segundo ele, os Estados Unidos e seus parceiros não podem depender de modelos ou tecnologias provenientes da China.
Perspectiva do setor empresarial brasileiro
Wesley Batista, um dos proprietários da JBS, reforçou a importância da aproximação comercial entre os dois países. O empresário classificou o estreitamento de laços como um movimento natural, citando a experiência de internacionalização da JBS no mercado americano como um exemplo de sucesso na integração dos ambientes de negócios.
Batista ressaltou que a operação da companhia nos Estados Unidos revelou semelhanças operacionais que facilitam a atuação de empresas brasileiras em solo americano. O evento serviu como um palco para que lideranças do setor privado brasileiro defendessem uma conexão mais profunda com o mercado dos EUA, em detrimento de alternativas mais distantes geograficamente.
Contexto geopolítico e investimentos no Brasil
A discussão ocorre em um momento de intensa movimentação diplomática, logo após o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump na Casa Branca. Embora o governo brasileiro busque atrair novos investimentos americanos, o presidente Lula afirmou que o país manterá uma política de abertura para capitais de diversas origens, incluindo China, Alemanha e Índia.
Dados do Banco Central indicam que os Estados Unidos permanecem como o maior investidor direto no Brasil, com um estoque acumulado de US$ 232,8 bilhões em 2024. Em contrapartida, o investimento chinês totalizou US$ 40,3 bilhões no mesmo período, embora o fluxo de aportes da China tenha registrado um crescimento de 45% no último ano, alcançando US$ 6,1 bilhões.
Fonte: gazetadopovo.com.br
