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Ataque israelense mata chefe de inteligência do Irã em cenário de crescentes ameaças

BeeNews 06/04/2026 | 07:59 | Brasília
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A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã confirmou, nesta segunda-feira (6), a morte de seu chefe de Inteligência, Majid Khadami, em um ataque atribuído a Israel. O anúncio iraniano seguiu uma declaração prévia do governo israelense, que havia informado sobre o incidente. Este evento ocorre em um contexto de intensa escalada retórica e militar entre os Estados Unidos, Israel e o Irã, marcando um novo capítulo no conflito em curso na região.

A confirmação da morte de um oficial de tão alto escalão sublinha a volatilidade da situação no Oriente Médio, onde as tensões têm se acentuado desde o início de um conflito mais amplo em 28 de fevereiro. A retórica agressiva de ambos os lados e os ataques direcionados a figuras-chave indicam uma deterioração contínua das relações e um risco elevado de confrontos ainda maiores.

A Morte do Chefe de Inteligência Iraniano e a Confirmação Oficial

O corpo militar de elite do Irã, a Guarda Revolucionária Islâmica, divulgou um comunicado através da agência de notícias Tasnim, declarando que “o destacado e respeitado chefe da Organização de Inteligência da Guarda Revolucionária alcançou a elevada honra do martírio”. Majid Khadami, que detinha o posto de general de divisão, havia sido nomeado responsável pela Inteligência da Guarda Revolucionária em junho de 2025. Sua nomeação ocorreu após a morte de seu antecessor, Mohammad Kazemi, em um conflito com Israel no ano anterior.

Pouco antes da confirmação iraniana, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, já havia anunciado a morte de Khadami. Katz afirmou que o ataque de Israel contra o regime de Teerã resultou na eliminação de “um dos três altos comandantes da organização”, destacando a importância estratégica do alvo.

Escalada de Retórica e Ameaças dos Estados Unidos

A morte de Majid Khadami surge após um fim de semana de intensa troca de declarações entre os Estados Unidos e o Irã. O presidente americano, Donald Trump, tem sido particularmente vocal em suas ameaças contra o regime de Teerã, intensificando a pressão sobre a República Islâmica.

Em uma de suas postagens na rede Truth Social, Trump declarou que a terça-feira (7) seria “o Dia da Usina Elétrica e o Dia da Ponte, tudo junto, no Irã. Não haverá nada igual!!! Abram a p* do estreito, seus bastardos loucos, ou vocês vão viver no inferno – AGUARDEM PARA VER! Louvado seja Alá”. Essas declarações refletem uma postura de confronto direto e ameaças de destruição de infraestrutura crítica iraniana.

O presidente americano já havia reafirmado sua intenção de “aniquilar” instalações de energia iranianas caso o Estreito de Ormuz não fosse liberado. Recentemente, pontes no Irã também foram incluídas como alvos preferenciais. Em quinta-feira (2), a ponte B1, que estava próxima de ser concluída e ligaria Teerã à cidade de Karaj, foi destruída. Com 1.050 metros de altura, a ponte seria a mais alta do Oriente Médio.

O Estreito de Ormuz no Centro da Disputa

O Estreito de Ormuz, uma passagem marítima crucial, tem sido um ponto central de discórdia no conflito. O Irã o fechou quase totalmente desde o início da guerra, impactando significativamente o comércio global, já que por essa rota transitavam cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo antes do conflito.

Donald Trump tem estabelecido uma série de ultimatos para a reabertura do estreito. O prazo inicial, que venceria em 27 de fevereiro, foi postergado para a noite de segunda-feira (6) e, posteriormente, para as 21 horas de Brasília de terça-feira (7). A cada adiamento, a tensão em torno da passagem estratégica aumenta.

Em resposta às exigências americanas, Mehdi Tabatabaei, assessor de comunicação da presidência iraniana, escreveu no X que o Estreito de Ormuz “só será reaberto quando, sob um novo regime jurídico, os danos causados pela guerra imposta forem totalmente compensados por uma parcela da receita dos pedágios de trânsito” que o regime pretende estabelecer na passagem. Essa condição adiciona uma camada de complexidade às negociações e à possibilidade de desescalada.

Perdas de Alto Escalão no Regime Iraniano

Desde o início do conflito, o Irã tem enfrentado perdas significativas em suas fileiras militares e políticas. Além de Majid Khadami, vários outros altos oficiais militares iranianos foram mortos. Entre eles, destacam-se o comandante-em-chefe da Guarda Revolucionária, o general Mohammad Pakpur, e o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas, o general Abdorrahim Musavi.

A lista de baixas de alto escalão também inclui figuras políticas proeminentes. O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e Ali Larijani, então secretário do poderoso Conselho de Segurança Nacional do regime islâmico, também foram mortos. Essas perdas indicam a intensidade e o alcance dos ataques no cenário do conflito regional. Para mais informações sobre a situação no Oriente Médio, consulte fontes confiáveis.

Fonte: gazetadopovo.com.br

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