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Brasil lidera esforços de cooperação no Atlântico Sul com cúpula no Rio

BeeNews 06/04/2026 | 17:58 | Brasília
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O Brasil assume a presidência da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas), marcando um novo capítulo para o mecanismo diplomático que reúne 24 nações. Nos dias 8 e 9 de abril, o Rio de Janeiro será o palco da 9ª Reunião Ministerial da Zopacas, onde as chancelarias dos países banhados pelo Atlântico no Hemisfério Sul se encontrarão para debater e firmar novos acordos.

Criada em 1986 pelas Nações Unidas, a Zopacas tem como missão primordial manter a vasta região livre de armas de destruição nuclear ou de destruição em massa. Agora, sob a liderança brasileira, o foco se expande para além da segurança, buscando intensificar a cooperação entre seus membros, que incluem Brasil, Argentina, Uruguai e 21 países da costa oeste africana, do Senegal até a África do Sul.

Fortalecendo a diplomacia e a segurança no Atlântico Sul

A Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul foi concebida há quase quatro décadas como um pilar para a estabilidade regional. Seu objetivo inicial era garantir que o Atlântico Sul permanecesse uma área desmilitarizada e livre de ameaças nucleares, um compromisso reiterado por consenso pelos países da ONU ao longo dos anos. Esta declaração de princípios é fundamental para a coexistência pacífica e a segurança dos povos da região. Para mais informações sobre iniciativas de paz e segurança globais, visite o site das Nações Unidas.

A presidência da Zopacas é tradicionalmente assumida pelo país anfitrião da reunião ministerial, com um mandato de dois a três anos. O Brasil sucede Cabo Verde nesta importante função, assumindo a responsabilidade de guiar os próximos passos do mecanismo. A expectativa é que a experiência e o protagonismo diplomático brasileiro impulsionem uma nova fase para a organização.

Ampliação da cooperação: da paz ao desenvolvimento regional

Embora a prevenção de conflitos bélicos continue sendo um pilar da Zopacas, a chancelaria brasileira expressa o desejo de ir além, incrementando significativamente a cooperação entre os países membros. O embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey, secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Ministério das Relações Exteriores, enfatizou essa visão.

“São 40 anos em que os países das Nações Unidas, por consenso, têm repetido essa declaração [da região sem armas de grande potencial destrutivo]. No entanto, a Zopacas é também uma zona de paz e cooperação. E esse aspecto de cooperação, no nosso entendimento, não desenvolveu todo o potencial que tinha que desenvolver”, avalia o embaixador, destacando a ambição de explorar novas frentes de colaboração.

Agenda da cúpula: novos acordos para o Atlântico Sul

A reunião ministerial no Rio de Janeiro está programada para ser um marco na história da Zopacas, com a expectativa de assinatura de três documentos cruciais. O primeiro é uma convenção sobre o ambiente marinho, visando a proteção e a gestão sustentável dos recursos oceânicos compartilhados. Este acordo é vital para a biodiversidade e a economia azul da região.

O segundo documento é uma estratégia de cooperação abrangente, que estabelecerá três áreas de atuação principais, subdivididas em 14 áreas temáticas específicas. Essa estratégia detalhada buscará fomentar a colaboração em setores como comércio, cultura, ciência e tecnologia. Por fim, a Declaração do Rio de Janeiro, de teor político, consolidará os compromissos e a visão conjunta dos países para o futuro da Zopacas.

Posicionamento político e a presença presidencial

Apesar do caráter político da Declaração do Rio de Janeiro, o embaixador Carlos Bicalho esclareceu que o texto em preparação não deve incluir referências diretas a conflitos globais, como os do Oriente Médio ou Leste Europeu. “Não se deve esperar declarações sobre todos os eventos da atualidade”, afirmou o diplomata, indicando um foco na agenda regional da Zopacas.

A reunião ministerial, contudo, reforçará a identidade do Atlântico Sul como uma região intrinsecamente pacífica. O objetivo é “reiterar e manter claro que esta é uma região pacífica e que os próprios países da região são capazes e interessados em mantê-la como uma região de paz e segurança” e “evitar que potências extrazona tragam os seus conflitos, os seus problemas para cá”, conforme detalhado pelo embaixador em briefing à imprensa. A expectativa é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participe do encerramento da reunião, sublinhando a importância do evento para o Brasil e para a diplomacia regional.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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