Após ataques de Israel a importantes instalações petroquímicas no Irã, o país persa retaliou bombardeando um complexo petroquímico na Arábia Saudita. A escalada de tensões ameaça aprofundar a crise no mercado global de energia.
Contexto dos ataques israelenses
Israel realizou ataques consecutivos ao complexo petroquímico de Shiraz, alegando que a instalação era utilizada para produzir ácido nítrico, componente de explosivos. Outro alvo foi a província de Bushehr, onde a Companhia Nacional de Petroquímica do Irã está avaliando os danos.
Resposta iraniana
Em retaliação, o Irã bombardeou o complexo petroquímico de Jubail, na Arábia Saudita, um dos maiores do mundo. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) declarou que a partir de agora não haverá restrições na escolha de alvos para retaliação.
Impacto nos complexos sauditas
A Arábia Saudita ainda não se pronunciou sobre os danos. A IRGC afirmou que empresas dos EUA, como Sadara, ExxonMobil e Dow Chemical, têm participação nas instalações atacadas. Outro alvo foi o complexo em Ju’aymah, associado à Chevron Phillips.
Consequências humanitárias no Irã
No Irã, os ataques resultaram em pelo menos 109 mortes em 24 horas, segundo a Agência de Direitos Humanos do Irã. Desde o início das hostilidades, mais de 1.600 civis e 1.200 militares iranianos foram mortos.
Os eventos recentes marcam a 99ª onda de ataques do Irã desde o início das agressões em fevereiro, aumentando a tensão na região e o risco de uma crise energética global.
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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
