O presidente argentino, Javier Milei, fez uma grave denúncia sobre uma suposta rede de desinformação operada por agentes russos na Argentina. Segundo Milei, essa operação é apenas “a ponta do iceberg” de um esquema maior que visa desestabilizar seu governo e impactar toda a América Latina.
Revelações de espionagem e desinformação
Na sexta-feira, Milei destacou a gravidade institucional das revelações sobre espionagem russa. Documentos vazados por consórcios internacionais de jornalismo revelaram uma campanha sistemática de “guerra híbrida” conduzida pelo Kremlin, visando influenciar as reformas econômicas promovidas pelo governo argentino.
O papel da “La Compañía”
No centro das operações está a organização “La Compañía”, supostamente uma extensão do Grupo Wagner, conhecido por suas atividades mercenárias. A organização teria como objetivo influenciar eleições e criar crises diplomáticas artificiais, além de desacreditar a política pró-ucraniana de Milei.
Propaganda e jornalistas fantasmas
O esquema envolvia a publicação de artigos fabricados em veículos argentinos, com um investimento de US$ 283 mil para inserir 250 textos em mais de 20 portais digitais. Para dar credibilidade, criavam-se “jornalistas fantasmas”, como o fictício Gabriel Di Taranto, cuja identidade foi gerada por inteligência artificial.
Reações e investigações
A Embaixada russa em Buenos Aires desmentiu as acusações, classificando-as como “história inflada artificialmente”. O governo de Milei, no entanto, intensificou as investigações, que agora estão sob análise da inteligência argentina e foram encaminhadas à Justiça.
Impacto regional e treinamentos russos
Os documentos também indicam que “La Compañía” atuou em outros países da região, como Bolívia e Venezuela. Além disso, a Rússia teria treinado mais de mil influenciadores e jornalistas para espalhar desinformação na América Latina, segundo a Digital News Association.
O caso argentino serve como alerta para a rápida disseminação da guerra de narrativas na região, com o Brasil também sendo mencionado em redes de desinformação.
Para mais informações sobre desinformação e segurança cibernética, acesse BBC.
Fonte: gazetadopovo.com.br
