A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais do governo federal expressou preocupação com o que considera um discurso favorável à intervenção dos Estados Unidos no Brasil, atribuindo-o a governadores de partidos de direita. Segundo a ministra, esses políticos estariam promovendo a divisão do país e, consequentemente, abrindo espaço para a influência externa.
A ministra defendeu que os governadores deveriam unir forças com o governo federal na busca por soluções para a segurança pública, mencionando a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18, conhecida como PEC da Segurança Pública, apresentada pelo governo ao Congresso.
Em uma publicação nas redes sociais, a ministra afirmou que os governadores da direita, liderados por Ronaldo Caiado, estariam investindo na divisão política e colocando o Brasil “no radar do intervencionismo militar” dos EUA na América Latina.
A ministra também estabeleceu uma comparação entre esses governadores e o deputado federal Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos e é acusado de fomentar sanções comerciais contra o Brasil.
Recentemente, sete governadores anunciaram a criação do “Consórcio da Paz”, um projeto de integração com o objetivo de trocar informações de inteligência e prestar apoio financeiro e policial no combate ao crime organizado. Os governadores presentes elogiaram os resultados de uma recente ação policial que resultou na morte de 121 pessoas, apreensão de 93 fuzis e causou transtornos na cidade.
A PEC da Segurança Pública tem sido alvo de críticas por parte dos governadores, que alegam que o texto retira a autonomia dos estados sobre as polícias. O governo federal argumenta que a PEC mantém as autonomias das forças de segurança estaduais e distrital, enquanto estabelece que a União seja responsável por elaborar a política nacional de segurança pública.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
