Ofensiva de Trump contra Irã é criticada por violar direito internacional, afirmam especialistas

BeeNews 09/03/2026 | 09:00 | Brasília
3 min de leitura 411 palavras

Especialistas em direito internacional criticaram a ofensiva dos Estados Unidos contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, alegando que ela não atende aos critérios legais. O governo de Donald Trump justifica as ações militares com base em supostas ameaças nucleares e de mísseis. No entanto, segundo juristas, o ataque carece de justificativa sob a ótica do direito internacional, que preconiza a resolução pacífica de disputas.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, destacou que a decisão de atacar o Irã foi fundamentada em ameaças diretas à segurança dos Estados Unidos. No entanto, a professora Mary Ellen O'Connell, da Universidade de Notre Dame, argumenta que não há evidências de um ataque iminente para justificar o uso da força.

Adicionalmente, Brian Finucane, do International Crisis Group, apontou que as justificativas oferecidas por Washington apresentam inconsistências e que o apoio militar americano poderia ter evitado a escalada de violência por parte de Israel, aliado próximo na operação.

As ações recentes do governo Trump incluem intervenções militares em outras regiões, como ataques a possíveis embarcações de narcotráfico sem apresentação de provas concretas. Tais medidas também levantam questionamentos sobre sua legalidade internacional.

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