O preço do barril de petróleo Brent atingiu quase US$ 120 no domingo (8), com alta de mais de 17%, seu maior patamar desde julho de 2022. Este aumento é atribuído ao temor de desabastecimento após a escalada da guerra entre EUA, Israel e Irã no Oriente Médio. Na manhã de hoje, o Brent registrava US$ 109,62, segundo dados da Bloomberg. O petróleo texano (WTI) também subiu 15,14%, alcançando US$ 104,86.
O conflito afeta o Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial, aumentando a pressão sobre os preços. No Brasil, a alta do petróleo já eleva a defasagem do diesel vendido pela Petrobras em 47% em relação ao mercado internacional. A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis sugere que a estatal reajuste o diesel em 64% e a gasolina em 27%.
Rogério Ceron, secretário do Tesouro Nacional, declarou que preços acima de US$ 100 podem impactar a economia brasileira, apesar da apreciação cambial que o país vive. Segundo Ceron, um preço aceitável seria de até US$ 85 o barril. Até o presente, nem o governo nem a Petrobras se pronunciaram sobre a disparada dos preços.
Além disso, a situação pressiona o setor energético brasileiro, especialmente devido à dependência de importação de óleo diesel, que representa cerca de 25% do consumo nacional. O cenário internacional instável exige vigilância sobre os preços internos de combustíveis e suas possíveis repercussões na inflação.
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