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Péter Magyar, vencedor na Hungria, acusa mídia estatal de propaganda e anuncia suspensão

BeeNews 15/04/2026 | 13:02 | Brasília
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Após uma vitória significativa nas recentes eleições húngaras, Péter Magyar, líder do partido Tisza, anunciou planos para suspender o funcionamento das emissoras públicas do país. A medida, declarada nesta quarta-feira, 15 de maio, visa uma reestruturação profunda dos veículos estatais, que Magyar acusa de veicular “propaganda” e de fazer ataques pessoais durante a campanha eleitoral.

As declarações foram feitas em entrevistas às próprias emissoras estatais, onde Magyar criticou duramente a atuação da mídia pública, comparando-a a regimes totalitários. A iniciativa marca um ponto de inflexão na política húngara, prometendo alterar o panorama da comunicação no país após anos de domínio do partido Fidesz.

Acusações de propaganda e a promessa de reestruturação

Péter Magyar não poupou críticas ao descrever o que chamou de “fábrica de mentiras” operada pelas emissoras públicas. Ele afirmou que a veiculação de notícias falsas precisa cessar e que seu futuro governo, do Tisza, criará condições independentes, objetivas e imparciais para a mídia. A suspensão seria o primeiro passo para essa transformação.

O líder do Tisza foi enfático ao comparar a suposta propaganda veiculada pela mídia estatal ao nazismo e ao regime da Coreia do Norte. Segundo ele, o que tem acontecido desde 2010 na Hungria é algo que “causaria admiração a Joseph Goebbels ou à liderança da Coreia do Norte”, pois “nenhuma palavra verdadeira é dita”.

Confronto direto com apresentadores durante entrevistas

Durante as entrevistas concedidas às emissoras estatais, Péter Magyar chegou a discutir com os apresentadores. Estes, por sua vez, defenderam a atuação dos veículos, alegando que as emissoras sempre respeitaram as leis húngaras. O embate sublinhou a tensão existente em torno da imparcialidade da mídia pública no país.

A postura de Magyar demonstra a firmeza de suas intenções em relação à reforma da comunicação estatal, um dos pilares de seu programa de governo. A promessa de acabar com a “propaganda” e estabelecer uma mídia mais equilibrada ressoa com parte do eleitorado que busca mudanças significativas.

O novo cenário político na Hungria

A vitória do partido Tisza, de centro-direita, nas eleições do último domingo, 12 de maio, representa uma reviravolta no cenário político da Hungria. O Tisza conquistou 137 cadeiras no Parlamento, superando as 100 necessárias para a maioria e deixando o Fidesz, do atual primeiro-ministro Viktor Orbán, com apenas 56 cadeiras.

Viktor Orbán, que é o líder de governo mais longevo da União Europeia, deixará o cargo após 16 anos. A ascensão de Péter Magyar, um ex-aliado de Orbán, sinaliza uma nova era para a política húngara, com promessas de reformas e uma abordagem diferente em várias áreas, incluindo a mídia. Para mais informações sobre a política húngara, você pode consultar notícias internacionais.

Fonte: gazetadopovo.com.br

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