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Monitoramento sísmico: Petrobras e parceiros investem em tecnologia inédita para otimizar produção no pré-sal

BeeNews 14/04/2026 | 16:45 | Brasília
4 min de leitura 712 palavras

A Petrobras, em colaboração com os parceiros do Consórcio de Libra, está realizando um investimento substancial no que é considerado o projeto de monitoramento sísmico mais extenso do mundo. Com um aporte de cerca de US$ 450 milhões, equivalentes a R$ 2,2 bilhões, esta iniciativa visa revolucionar a compreensão e a gestão dos reservatórios de petróleo e gás no subsolo marinho brasileiro.

A tecnologia empregada permite uma espécie de “ultrassom” do leito oceânico, possibilitando a identificação precisa de estruturas geológicas e a movimentação de fluidos essenciais, como óleo, gás e água. Este avanço é crucial para a otimização da produção e a sustentabilidade das operações em águas profundas, especialmente no promissor campo de Mero.

O Projeto de Monitoramento Sísmico e Seu Alcance Global

O investimento conjunto da Petrobras e do Consórcio de Libra posiciona o Brasil na vanguarda da tecnologia de exploração e produção de petróleo e gás. O projeto, classificado como o mais extenso em escala global, demonstra o compromisso com a inovação para maximizar a eficiência e a recuperação de recursos.

A essência da tecnologia reside na capacidade de realizar um mapeamento detalhado do subsolo marinho. Ao identificar as características geológicas e o fluxo de fluidos, as empresas podem tomar decisões mais informadas sobre a exploração e o gerenciamento dos reservatórios, garantindo uma operação mais eficaz e menos impactante.

Aplicação e Benefícios para a Produção

Este sistema de monitoramento sísmico permanente (PRM, na sigla em inglês) será fundamental para acompanhar as atividades de produção nos FPSOs Guanabara (Mero 1) e Sepetiba (Mero 2). Os FPSOs, unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência, são peças-chave na infraestrutura de exploração em águas profundas.

A Petrobras ressalta que o projeto, inédito em águas profundas, fornecerá dados que aprofundarão a compreensão sobre o comportamento e a dinâmica dos reservatórios ao longo do tempo. Essa visão detalhada permitirá um gerenciamento otimizado, assegurando a máxima recuperação de petróleo e gás. Além disso, a otimização do gerenciamento dos campos contribui para a redução da pegada de carbono, ao maximizar a produção de óleo sem um aumento relevante de emissões.

A coleta dos primeiros dados está prevista para o segundo trimestre de 2026, marcando o início da operação plena deste sistema inovador.

O Campo de Mero – Um Gigante do Pré-Sal

O campo de Mero, localizado na Bacia de Santos, é um dos principais polos produtores de petróleo do Brasil e encontra-se em fase de implantação de novos projetos e expansão da produção. Em janeiro de 2026, a produção média mensal de Mero ultrapassou 680 mil barris por dia, reforçando sua importância estratégica no cenário energético nacional.

O comportamento do reservatório de Mero será monitorado por uma complexa infraestrutura submarina, composta por uma vasta rede de sensores e instrumentos ópticos. O campo de Mero integra o Bloco de Libra, operado pela Petrobras em parceria com a Shell Brasil Petróleo Ltda., Total Energies EP Brasil Ltda., CNPC, CNOOC Petroleum Brasil Ltda. e a Pré-Sal Petróleo S.A. – PPSA, que atua como gestora do Contrato de Partilha de Produção e representa a União.

Fases de Implementação e Inovação Tecnológica

A implementação do projeto de monitoramento sísmico está sendo realizada em fases. A primeira etapa, que envolveu a instalação de mais de 460 km de cabos com sensores ópticos, cobrindo uma área de 222 km², foi concluída em março deste ano. Esta fase inicial estabeleceu a base para a coleta de dados críticos.

Atualmente, a segunda fase está em andamento, com a construção de mais 316 km de cabos sismográficos, que cobrirão adicionais 140 km² das áreas de produção dos FPSOs Duque de Caxias (Mero 3) e Alexandre de Gusmão (Mero 4). A conclusão desta etapa está programada para o ano que vem.

Inicialmente, os dados coletados do subsolo marinho serão recebidos por computadores a bordo das plataformas. Contudo, o plano futuro prevê o envio dessas informações, por meio de fibra óptica, diretamente para a sede da Petrobras, otimizando o processamento e a análise.

Em um movimento inovador, a Petrobras também estabeleceu uma parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para integrar a Inteligência Artificial no processo de captura contínua de informações do sistema PRM na área de Mero. Esta colaboração não só impulsiona a pesquisa científica, mas também fortalece a segurança operacional do campo.

Para mais informações sobre as operações da Petrobras, visite a Agência Brasil.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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