Trump no Estreito de Ormuz. A moeda estadunidense encerrou o dia em queda, acomp

Dólar recua para menos de R$ 5, impulsionando bolsa a recorde em cenário global

BeeNews 13/04/2026 | 19:34 | Brasília
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O mercado financeiro brasileiro registrou uma segunda-feira de otimismo e marcos históricos, com o dólar fechando abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos. Paralelamente, a bolsa de valores brasileira, representada pelo Ibovespa, renovou seus recordes, superando a marca de 198 mil pontos. Este cenário de valorização dos ativos nacionais foi impulsionado por uma melhora no clima global, especialmente após declarações que sinalizam uma possível distensão nas tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Apesar do início do bloqueio do Estreito de Ormuz pelos Estados Unidos, a percepção de risco diminuiu. Isso ocorreu em grande parte devido a comentários do presidente Donald Trump, que indicaram um potencial interesse do Irã em negociar. Tais sinalizações contribuíram para um ambiente mais favorável aos investimentos em mercados emergentes, refletindo-se diretamente no desempenho da moeda e da bolsa no Brasil.

Cenário global: Otimismo impulsiona mercados

A semana no mercado financeiro global começou com a atenção voltada para o Oriente Médio, onde o bloqueio do Estreito de Ormuz pelos Estados Unidos gerava preocupações. Contudo, a tensão inicial foi atenuada por falas do presidente Donald Trump, que sugeriu a possibilidade de um acordo com o Irã. Essa perspectiva de diálogo trouxe um alívio significativo para os investidores, que passaram a precificar um cenário de menor incerteza.

A repercussão das declarações de Trump foi sentida em diversas praças financeiras ao redor do mundo. O índice DXY, que acompanha o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, registrou recuo, indicando uma desvalorização da divisa estadunidense em relação a outras moedas. Esse movimento global de busca por ativos de maior risco contribuiu para a performance positiva observada no Brasil.

Dólar em queda: Menor valor em mais de dois anos

A moeda estadunidense encerrou o dia em queda, acompanhando a tendência internacional. O dólar comercial à vista fechou cotado a R$ 4,997, registrando uma baixa de R$ 0,014, o que representa uma desvalorização de 0,29%. Este patamar é o menor valor alcançado pela divisa desde 27 de março de 2024, marcando um período de mais de dois anos sem atingir tal nível.

Durante o pregão, a cotação chegou a tocar a mínima de R$ 4,98 por volta das 14h20. No acumulado do mês, o dólar já apresenta uma queda de 3,51%, e no ano de 2026, o recuo totaliza 8,96%. A mudança de direção da moeda, que havia subido no início do dia devido às tensões geopolíticas, ocorreu após as sinalizações de negociação entre Estados Unidos e Irã. Para mais informações sobre o mercado de câmbio, consulte fontes especializadas como o Valor Econômico.

O euro comercial também refletiu o cenário de desvalorização das moedas fortes, fechando a segunda-feira vendido a R$ 5,876, com uma leve baixa de 0,02%. Esta cotação representa o menor valor da moeda europeia desde o fim de junho de 2024, reforçando a tendência de enfraquecimento das principais divisas globais frente a um ambiente de menor aversão ao risco.

Bolsa brasileira: Ibovespa atinge recorde histórico

Na bolsa de valores brasileira, o Ibovespa registrou um avanço expressivo de 0,34%, encerrando o pregão aos 198.001 pontos. Este resultado representa o maior nível já atingido pelo índice em sua história, superando os 198.100 pontos em alguns momentos do dia. O desempenho positivo foi impulsionado principalmente por ações de grandes empresas ligadas a commodities, como os setores de mineração e petróleo, que se beneficiaram do fluxo contínuo de capital estrangeiro para o país.

No acumulado do mês, o Ibovespa já registra uma alta de 5,62%, e os ganhos no ano de 2026 chegam a 22,89%. O movimento de alta no Brasil esteve em sintonia com o desempenho das bolsas em Nova York, que também reagiram positivamente às sinalizações de distensão geopolítica. O índice Dow Jones subiu 0,63%, o S&P 500 ganhou 1,02%, anulando as perdas desde o início do conflito no Oriente Médio, e o Nasdaq avançou 1,23%.

Petróleo: Volatilidade e impacto geopolítico

Os preços do petróleo também foram marcados pela volatilidade, refletindo as tensões no Oriente Médio e as expectativas de negociação. O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou em alta de 4,36%, cotado a US$ 99,36. Já o WTI, do Texas, registrou um aumento de 2,6%, alcançando US$ 99,08. Durante a maior parte do dia, ambas as cotações chegaram a superar a marca de US$ 100, mas desaceleraram após as declarações de Trump.

Apesar da leve queda após os comentários do presidente estadunidense, a volatilidade no mercado de petróleo permanece elevada. Investidores seguem atentos aos desdobramentos no Estreito de Ormuz, uma região estratégica crucial para o fluxo global de petróleo, e a qualquer nova informação sobre as relações entre Estados Unidos e Irã, que podem impactar significativamente os preços da commodity.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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