Ricardo Maldonado Rozo/EFE

Espriella desafia ordem judicial e mobiliza apoiadores com símbolos nacionais na Colômbia

BeeNews 10/06/2026 | 00:32 | Brasília
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O candidato da direita à Presidência da Colômbia, Abelardo de la Espriella, realizou um comício em Cartagena das Índias onde desafiou abertamente uma decisão judicial. A medida, emitida pelo Tribunal Superior de Bogotá, proibia sua campanha de utilizar símbolos nacionais, imagens associadas às Forças Armadas e expressões ligadas ao seu movimento político, como “Firmes pela Pátria” e “Defensores da Pátria”.

O ato de campanha, que ocorreu nesta terça-feira, reuniu milhares de apoiadores que, em um claro desafio à ordem judicial, lotaram a praça da Aduana exibindo bandeiras da Colômbia e vestindo camisetas amarelas da seleção nacional. A decisão do tribunal havia especificamente proibido o uso da camisa da seleção colombiana pela campanha de direita, intensificando o confronto entre o candidato e o judiciário.

Tribunal de Bogotá impõe restrições ao uso de símbolos nacionais

A proibição judicial foi determinada pelo magistrado Rafael Albeiro Chavarro, do Tribunal Superior de Bogotá, em resposta a uma ação apresentada por um cidadão comum. A decisão judicial ordenou a imediata retirada de toda a propaganda política do candidato que fizesse uso da bandeira da Colômbia, do escudo nacional e de imagens alusivas a instituições militares e policiais do país.

Além das restrições visuais, o tribunal estabeleceu um prazo de 24 horas para o cumprimento da ordem e proibiu expressamente o uso das expressões “Firmes pela Pátria”, que é o lema central da campanha de De la Espriella, e “Defensores da Pátria”, nome do movimento político que o apoia. Essa medida gerou um debate significativo sobre os limites da liberdade de expressão em campanhas eleitorais e o papel do judiciário no processo democrático.

Abelardo de la Espriella convoca apoiadores a manterem a mobilização

Em seu discurso aos milhares de apoiadores presentes em Cartagena, Abelardo de la Espriella criticou veementemente a ordem judicial, classificando-a como uma tentativa de censura. “Um magistrado de Bogotá nos proibiu de dizer ‘Firmes pela Pátria’. Nos proibiu de usar o nome do nosso movimento popular Defensores da Pátria”, declarou o candidato, reafirmando sua posição de desafio.

O candidato conclamou seus eleitores a continuarem divulgando a campanha nas redes sociais e a utilizarem os símbolos do movimento, enquanto sua equipe jurídica contesta a decisão na Justiça. “Cada celular, cada camiseta da seleção que usem, cada vídeo que subam dizendo ‘Firmes pela Pátria’ é um grito de liberdade”, afirmou, incentivando a desobediência civil como forma de protesto contra a medida judicial.

Equipe jurídica contesta decisão e alega violação de direitos

A equipe jurídica de Abelardo de la Espriella agiu rapidamente e entrou com uma nova ação contra a decisão do Tribunal Superior de Bogotá. Os advogados do candidato argumentam que a medida representa uma grave violação de seus direitos fundamentais, incluindo a liberdade de expressão e o direito à participação política em condições de igualdade no processo democrático. A contestação visa reverter a proibição e permitir que a campanha utilize plenamente seus símbolos e lemas.

Este embate legal adiciona uma camada de complexidade à já acirrada disputa presidencial na Colômbia, com implicações potenciais para futuras campanhas e para a interpretação das leis eleitorais no país. A decisão final sobre a legalidade do uso dos símbolos e expressões será crucial para o andamento da campanha de Espriella.

Cenário eleitoral: segundo turno acirrado na Colômbia

Abelardo de la Espriella emergiu como o candidato mais votado no primeiro turno da eleição presidencial colombiana, que ocorreu no último dia 31 de maio. Ele obteve 10,3 milhões de votos, o que corresponde a 43,78% do total. Seu adversário no segundo turno será o candidato de esquerda Iván Cepeda, do Pacto Histórico, partido do atual presidente Gustavo Petro, que conquistou 9,7 milhões de votos, ou 40,98%.

Os dois candidatos disputarão a Presidência da Colômbia no segundo turno, agendado para 21 de junho. O vencedor assumirá o mandato presidencial de 2026 a 2030, sucedendo Gustavo Petro. A campanha tem sido marcada por forte polarização e debates intensos sobre o futuro político e social do país. Para mais informações sobre as eleições colombianas, você pode consultar fontes como a Agência EFE.

Fonte: gazetadopovo.com.br

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