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Analistas do mercado financeiro projetam Selic em 13,75% ao ano no novo boletim Focus

BeeNews 15/06/2026 | 10:24 | Brasília
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O mercado financeiro brasileiro revisou, pela segunda semana consecutiva, suas estimativas para a trajetória da taxa básica de juros, a Selic. Às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, a projeção dos analistas para o encerramento de 2026 subiu de 13,5% para 13,75% ao ano. O dado consta no boletim Focus, levantamento semanal realizado pela autoridade monetária junto a instituições financeiras.

Contexto da política monetária e expectativas do Copom

A expectativa atual do mercado é que o Copom mantenha a Selic em 14,5% ao ano durante o encontro desta semana. Na reunião realizada em abril, o colegiado optou por um corte de 0,25 ponto percentual, decisão tomada de forma unânime, mesmo diante das incertezas geradas pelo cenário geopolítico no Oriente Médio.

Historicamente, o país enfrentou um período de juros elevados entre junho de 2025 e março de 2026, quando a taxa atingiu 15% ao ano. Embora o Banco Central tenha iniciado um ciclo de flexibilização monetária, as tensões globais continuam a exercer pressão sobre os preços internos, especialmente em setores como combustíveis e alimentos.

Pressão inflacionária e desvio da meta oficial

Além da Selic, o mercado elevou a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que passou de 5,11% para 5,3% em 2026. Esta é a décima quarta semana consecutiva de alta nas estimativas, o que coloca o indicador acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, fixada em 3% com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.

O impacto nos preços ao consumidor já é visível. Em maio, o IPCA registrou alta de 0,58%, impulsionado majoritariamente pelo custo dos alimentos. No acumulado de 12 meses, a inflação oficial atingiu 4,72%, superando o limite superior da meta, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Projeções para o crescimento econômico e câmbio

Apesar do cenário de juros restritivos, as instituições financeiras ajustaram levemente para cima a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026, passando de 1,91% para 1,96%. O país apresentou um crescimento de 1,1% no primeiro trimestre deste ano em relação ao período anterior, mantendo a trajetória de expansão observada em 2025.

No que tange ao mercado de câmbio, a estimativa para a cotação do dólar ao final de 2026 permanece em R$ 5,20. Para os anos subsequentes, as projeções do boletim Focus indicam uma moderação gradual, com a Selic estimada em 12% para 2027 e 10,25% para 2028, sinalizando uma tentativa de convergência da inflação para as metas de longo prazo.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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