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Apoio internacional a Cuba: Brasil, Espanha e México se opõem a bloqueio e ameaças dos EUA

BeeNews 19/04/2026 | 17:49 | Brasília (Atualizado 19/04/2026 às 17:50)
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Em um cenário de crescentes tensões e desafios humanitários, o governo de Cuba expressou profunda gratidão a Brasil, Espanha e México por sua postura unificada contra o bloqueio econômico e as possíveis ações militares dos Estados Unidos na ilha. O agradecimento veio do ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, após a divulgação de um comunicado conjunto pelos três países, que manifestaram preocupação com a situação cubana e defenderam o respeito ao direito internacional.

A declaração conjunta foi emitida no sábado, 18 de maio, ao final do fórum Mobilização Progressista Global, realizado em Barcelona. O evento contou com a presença de líderes como o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do governo espanhol Pedro Sánchez, e a então candidata à presidência do México, Claudia Sheinbaum, que representavam governos de orientação esquerdista.

Solidariedade internacional e a oposição ao bloqueio

O ministro cubano Bruno Rodríguez utilizou as redes sociais para reiterar o reconhecimento de Cuba à iniciativa. Ele destacou que a declaração conjunta expressa preocupação com a grave crise humanitária que afeta o povo cubano e apela para que se evitem ações contrárias ao Direito Internacional. Tais ações, segundo Rodríguez, poderiam agravar as condições de vida da população e violar a integridade territorial de Cuba.

A nota conjunta dos três países sublinhou a “enorme preocupação com a grave crise humanitária” e instou a adoção de medidas para aliviar a situação, evitando ações que possam piorar as condições de vida ou violar o Direito Internacional. Os líderes também se comprometeram a intensificar de forma coordenada a resposta humanitária, visando mitigar o sofrimento da população cubana.

A voz de Lula: Críticas diretas ao bloqueio contra Cuba

Durante o fórum em Barcelona, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva fez uma declaração enfática sobre a situação de Cuba, que foi calorosamente elogiada pelo chanceler cubano. Lula afirmou que os problemas de Cuba são uma questão interna dos cubanos e não deveriam ser alvo de interferência externa.

“Cuba tem problemas, mas é um problema dos cubanos, não um problema do Lula, da Claudia [Sheinbaum] e do Trump: é um problema do povo cubano. Parem com esse maldito bloqueio a Cuba e deixem os cubanos viverem a vida deles”, declarou o presidente brasileiro. Essa fala ressoou fortemente em Havana, sendo vista como um importante apoio à soberania cubana.

O contexto das tensões: Ameaças e sanções dos Estados Unidos

A posição dos governos de Brasil, Espanha e México surge em um momento de intensificação das pressões dos Estados Unidos sobre Cuba. O ex-presidente Donald Trump, que tem sido uma figura central nas discussões sobre a política externa americana em relação à ilha, já havia anunciado a aplicação de tarifas a países que exportassem petróleo para Cuba. A justificativa para tal medida era a alegação de que Cuba convidava “adversários perigosos dos Estados Unidos” a instalar bases militares e de inteligência em seu território, ameaçando a segurança nacional americana.

Essas sanções, somadas ao veto americano a envios de petróleo venezuelano para Cuba, agravaram a crise energética na ilha, resultando em apagões diários. Embora Trump tenha permitido entregas pontuais de petróleo russo em março, a retórica e as ações americanas continuam a ser uma fonte de preocupação. O ex-presidente chegou a afirmar que “Cuba será a próxima” após ações militares em outras regiões, e o Pentágono estaria intensificando o planejamento para uma possível operação em Cuba, conforme noticiado pela imprensa americana.

Apelo por respeito ao Direito Internacional

Em sua manifestação, o ministro Bruno Rodríguez enfatizou a urgência de respeitar a Carta da ONU e o Direito Internacional. Ele destacou, em particular, os princípios da autodeterminação, o respeito pela independência e soberania dos povos, e a abstenção da ameaça e do uso da força. A declaração conjunta de Brasil, Espanha e México alinha-se a essa perspectiva, reforçando a importância da diplomacia e do multilateralismo para a resolução de conflitos e a proteção da soberania nacional.

Fonte: gazetadopovo.com.br

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