O superávit da balança comercial brasileira em março de 2026 foi o mais baixo para o mês desde 2020. Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), as exportações superaram as importações em US$ 6,405 bilhões. Este resultado representa uma queda de 17,2% em relação a março de 2025, quando o superávit foi de US$ 7,736 bilhões.
Impacto nas Exportações e Importações
A redução no superávit é atribuída à queda nas exportações de café e ao aumento nas importações de veículos. As exportações totalizaram US$ 31,603 bilhões, um aumento de 10% em relação ao ano anterior, enquanto as importações chegaram a US$ 25,199 bilhões, uma alta de 20,1%.
Desempenho por Setores
Os setores de agropecuária, indústria extrativa e indústria de transformação apresentaram variações nas exportações. A agropecuária cresceu 1,1%, a indústria extrativa 36,4%, impulsionada pelo petróleo, e a indústria de transformação 5,4%. No entanto, as vendas de café caíram significativamente, com uma redução de 30,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Produtos em Destaque
Entre os produtos que mais contribuíram para o aumento das exportações estão animais vivos, algodão em bruto e soja na agropecuária; outros minerais brutos e óleos brutos de petróleo na indústria extrativa; e carne bovina e ouro não monetário na indústria de transformação.
Importações em Alta
O aumento nas importações foi puxado principalmente por veículos, com um crescimento de US$ 755,7 milhões em relação a março de 2025. Outros produtos que registraram alta incluem pescados, frutas, nozes, minérios e automóveis de passageiros.
Projeções para 2026
O Mdic projeta um superávit comercial de US$ 72,1 bilhões para 2026, um aumento de 5,9% em relação a 2025. As exportações devem atingir US$ 364,2 bilhões, enquanto as importações devem chegar a US$ 280,2 bilhões. As projeções são mais otimistas do que as de instituições financeiras, que estimam um superávit de US$ 70 bilhões.
Para mais informações sobre a balança comercial e suas projeções, acesse a Agência Brasil.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
