A fintech Tamborine anunciou a captação de US$ 100 mil junto à Koinz Capital. O aporte tem como objetivo principal acelerar a estratégia de mercado e o desenvolvimento da área de negócios da startup, que se propõe a redesenhar a infraestrutura de pagamentos no Brasil através de uma arquitetura nativa em nuvem.
A empresa, que atua como processadora e BIN Sponsor, busca substituir sistemas legados que ainda dominam o setor financeiro. Segundo os fundadores, a tecnologia atual é marcada por processos complexos e altos custos operacionais, problemas que a Tamborine pretende mitigar com uma solução mais ágil e eficiente para emissores de cartões.
Arquitetura nativa em nuvem como diferencial competitivo
A tese central da Tamborine reside na substituição de infraestruturas pesadas por um sistema construído do zero. Diferente de soluções que apenas adaptam tecnologias de mainframes para o ambiente digital, a startup utiliza premissas de modularidade e computação em nuvem.
Essa abordagem permite que a empresa ofereça integrações mais simples, reduzindo as barreiras de entrada para novos emissores. A flexibilidade do sistema visa eliminar a necessidade de grandes volumes operacionais para que parceiros possam lançar produtos no mercado com maior rapidez.
Segurança e inovação na infraestrutura de pagamentos
Um dos pilares da Tamborine é a segurança digital, integrada desde a concepção da arquitetura. Com uma equipe técnica que inclui especialistas em criptografia e segurança, a fintech afirma ter desenvolvido mecanismos de proteção nativos, evitando as vulnerabilidades comuns em sistemas que recebem camadas de segurança adicionadas tardiamente.
A startup já obteve homologação de três bandeiras, recebendo retornos positivos sobre a eficiência técnica de sua plataforma. Esse reconhecimento valida a estratégia de construir uma base tecnológica que não carrega limitações herdadas de softwares desenvolvidos nas décadas passadas.
Conselho estratégico e planos de expansão
Para sustentar seu crescimento, a Tamborine conta com um conselho consultivo composto por executivos com passagens por instituições como Itaú BBA, Visa, Mastercard, Revolut e Cora. A presença desses nomes reforça a credibilidade da empresa perante o mercado.
O capital injetado pela Koinz Capital será direcionado para a validação de tração e geração de receita. A expectativa dos sócios é preparar a organização para futuras rodadas de investimento, consolidando seu papel como uma camada tecnológica essencial para o ecossistema financeiro.
Fonte: startups.com.br
