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Chile constrói trincheira em sua fronteira com o Peru para reforçar segurança

BeeNews 17/04/2026 | 20:24 | Brasília
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O governo chileno, sob a liderança do presidente José Antonio Kast, intensificou nesta semana as obras de escavação de uma trincheira de três metros de profundidade na divisa com o Peru. Esta iniciativa faz parte do ambicioso Plano Escudo Fronteiriço, uma estratégia abrangente destinada a combater a imigração irregular e a criminalidade organizada que afetam a região norte do país.

A medida, que envolve um investimento significativo e o uso de maquinário pesado pelo Exército chileno, reflete uma preocupação crescente com a segurança e o controle territorial. Embora tenha gerado tensões diplomáticas iniciais, o projeto avança com o objetivo de estabelecer um controle mais rigoroso sobre os pontos de passagem e as rotas clandestinas na fronteira.

A Estratégia do Plano Escudo Fronteiriço

O Plano Escudo Fronteiriço não se limita apenas à construção da trincheira. Ele prevê uma série de barreiras e sistemas de vigilância de alta tecnologia ao longo da fronteira com o Peru. Entre as estruturas planejadas estão muros e grades de segurança que atingem cinco metros de altura, equipados com sensores de movimento avançados para detecção de atividades suspeitas.

A vigilância é complementada por uma rede de drones, torres de observação estratégicas e radares térmicos, que permitem monitoramento contínuo dia e noite. Além disso, cercas perimetrais eletrificadas estão sendo instaladas para dissuadir tentativas de travessia ilegal. O plano também enfatiza o patrulhamento constante, tanto nos pontos de passagem oficiais quanto nos acessos clandestinos que já foram desativados, visando canalizar o fluxo de pessoas e veículos para áreas sob controle estatal efetivo.

Investimento e Implementação da Barreira

A execução do Plano Escudo Fronteiriço representa um esforço considerável para o Estado chileno. O investimento total estimado pelo governo de José Antonio Kast para a obra é de aproximadamente 4 bilhões de pesos chilenos, o que equivale a cerca de R$ 22,8 milhões na cotação mais recente. Este montante reflete a complexidade e a escala do projeto, que envolve infraestrutura física e tecnológica.

Segundo Alberto Soto, comissário presidencial para a Macrozona Norte, a região fronteiriça com o Peru, as obras já alcançaram cerca de 20% de sua conclusão. Soto ressaltou que a iniciativa não é apenas uma construção pontual, mas exigirá manutenção permanente por parte do Estado para garantir a eficácia e a durabilidade das barreiras e sistemas de segurança implementados. O Exército chileno está na linha de frente da escavação e instalação das estruturas, utilizando maquinário pesado para acelerar o processo.

Repercussões Diplomáticas e Justificativa Chilena

A decisão do Chile de construir uma trincheira e outras barreiras na fronteira com o Peru inicialmente gerou preocupação e tensão diplomática. O governo peruano expressou seu descontentamento e chegou a comparar o projeto com o histórico Muro de Berlim, levantando questões sobre o impacto nas relações bilaterais e na livre circulação de pessoas.

No entanto, após as críticas iniciais, os dois países engajaram-se em discussões e acordaram reforçar a cooperação e o intercâmbio de informações sobre a situação na fronteira. Essa colaboração busca mitigar os impactos negativos e encontrar soluções conjuntas para os desafios regionais. Ao inspecionar pessoalmente o início das obras em março, o presidente Kast defendeu a medida como uma resposta essencial ao crime organizado transnacional. Ele enfatizou a necessidade de uma ação coordenada na região, afirmando que

Fonte: gazetadopovo.com.br

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