O plano de reativação econômica de José Antonio Kast
O presidente do Chile, o conservador José Antonio Kast, assinou nesta quarta-feira (22) uma megarreforma econômica que se consolida como o principal projeto de sua gestão. A iniciativa, que será encaminhada ao Parlamento, tem como pilar central a redução de tributos para estimular o crescimento do país.
Em cerimônia realizada no Palácio de La Moneda, o mandatário destacou a importância da medida para o futuro da nação. Segundo Kast, a proposta pode representar um divisor de águas para a economia chilena, caso receba o aval do Legislativo.
Objetivos fiscais e metas de crescimento
O projeto, denominado Projeto de Lei de Reconstrução e Desenvolvimento Econômico e Social, compreende mais de 40 medidas estratégicas. O governo busca reverter o cenário de estagnação econômica, projetando elevar o crescimento do PIB para 4% até o término do atual mandato.
Além do crescimento, o plano visa reduzir a taxa de desemprego para 6,5% e buscar o equilíbrio das contas fiscais. O contexto econômico atual é desafiador, marcado por um déficit fiscal estrutural de 3,6% do PIB, o maior registrado nas últimas duas décadas, conforme dados de 2025.
Medidas tributárias e incentivos ao setor privado
A estratégia do governo foca na desoneração para impulsionar o setor privado e o empreendedorismo. Entre as principais mudanças, destaca-se a redução da alíquota de impostos para empresas, que passaria de 27% para 23%.
O pacote inclui ainda as seguintes ações:
- Benefícios fiscais para a repatriação de capitais mantidos no exterior.
- Isenção transitória de IVA na comercialização de imóveis novos.
- Agilização dos processos de licenciamento ambiental.
- Incentivos fiscais voltados ao fomento do emprego formal.
Debate político e resistência da oposição
A tramitação do projeto no Congresso chileno promete ser complexa, visto que o governo não detém maioria parlamentar. A gestão de Kast trabalha com a expectativa de aprovar a reforma até setembro, mas enfrenta forte resistência da oposição de esquerda.
Críticos da proposta argumentam que as medidas beneficiariam desproporcionalmente os setores mais ricos e causariam uma queda acentuada na arrecadação estatal. Integrantes da oposição já classificaram o texto como uma “reforma tributária disfarçada”, sinalizando que votarão contra a iniciativa no Legislativo. Para mais detalhes sobre o cenário político regional, consulte a Gazeta do Povo.
Fonte: gazetadopovo.com.br
