A fintech britânica Ebury, controlada pelo Santander, garantiu um aporte de £550 milhões em uma nova rodada de financiamento. O capital será direcionado para acelerar a estratégia de expansão global da companhia, que busca consolidar sua posição como uma das principais plataformas de pagamentos internacionais e soluções de comércio para empresas ao redor do mundo.
O Santander, que mantém uma participação majoritária de 55% no negócio, contribuiu com £50 milhões para o montante total. A rodada foi liderada pela Centerbridge Partners, contando ainda com a participação de investidores que já compunham o quadro societário da empresa, como a Vitruvian Partners e a 83North.
Estratégia de crescimento e tecnologia de pagamentos
Os recursos obtidos serão aplicados no desenvolvimento de novos produtos e na otimização da infraestrutura tecnológica da Ebury. A empresa planeja intensificar o uso de inteligência artificial para aprimorar o processamento de pagamentos e refinar as soluções de câmbio oferecidas aos clientes.
A expansão geográfica também figura como prioridade no plano de negócios. A companhia, que atualmente opera em 30 mercados regulados, atende mais de 27 mil empresas e viabiliza transações em 140 moedas diferentes, conectando 160 países através de sua plataforma digital.
Consolidação da Ebury no mercado brasileiro
O Brasil permanece como um dos pilares fundamentais para o crescimento da fintech. Desde a aquisição do Grupo Bexs em 2023 e a subsequente criação do Ebury Bank, a empresa tem reestruturado sua operação local para capturar a crescente demanda por serviços de câmbio e pagamentos transfronteiriços.
Desde a entrada do Santander em 2020, a Ebury tem registrado um crescimento anual de receita superior a 30%. Esse desempenho reflete a eficácia da estratégia focada em pequenas e médias empresas, um segmento que busca alternativas mais ágeis e eficientes em comparação aos serviços bancários tradicionais.
Contexto competitivo e visão estratégica
Apesar do avanço, a Ebury enfrenta um cenário de mercado altamente competitivo, disputando espaço com diversas instituições financeiras que buscam digitalizar o comércio internacional. A integração da fintech à unidade global de Soluções de Pagamento do Santander visa sustentar uma meta de crescimento de receita superior a 15% ao ano entre 2026 e 2028.
Conforme destacado pela presidente executiva do Banco Santander, Ana Botín, o aporte reforça a disciplina na alocação de capital e a criação de valor a longo prazo. A entrada de novos parceiros estratégicos deve contribuir para que a plataforma escale suas operações com maior rapidez, mantendo o foco na experiência do cliente e na inovação tecnológica.
Fonte: startups.com.br
