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Eco Invest Brasil lança 5º leilão com expectativa de R$ 50 bilhões para ecotransformação

BeeNews 25/05/2026 | 15:25 | Brasília
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O governo brasileiro, por meio dos Ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, lançou o 5º Leilão do programa Eco Invest Brasil. A iniciativa visa mobilizar um volume significativo de capital, com a expectativa de atrair até R$ 50 bilhões em investimentos, marcando uma etapa crucial no Plano de Transformação Ecológica do país.

Este leilão se destaca por sua ambição e pela criação de novos mecanismos financeiros, desenhados para catalisar o aporte privado e fortalecer a inovação tecnológica. O objetivo principal é impulsionar a competitividade nacional em setores estratégicos para a nova economia global, utilizando capital público do Fundo Clima para alavancar recursos privados.

Mecanismos inovadores para a atração de capital

Nesta quinta etapa do programa, foram estabelecidos mecanismos para aproximar empresas, universidades, centros de pesquisa, startups e investidores. O leilão prevê a criação de seis Fundos de Inovação Eco Invest, que oferecerão linhas de crédito corporativo e recursos não reembolsáveis destinados à pesquisa aplicada e ao empreendedorismo de base tecnológica.

Rogério Ceron, secretário Executivo do Ministério da Fazenda, estimou que o leilão pode se tornar o maior do programa, com a meta de levantar R$ 50 bilhões. Ele detalhou que os seis fundos contarão com R$ 1,5 bilhão de capital catalítico cada, com potencial de alavancagem de até duas vezes, podendo gerar até R$ 27 bilhões. Adicionalmente, cada fundo permitirá acesso a até R$ 1 bilhão em capital catalítico para crédito corporativo, com alavancagem mínima de três vezes, somando mais R$ 18 bilhões.

Para o quinto leilão, o Tesouro Nacional fará um aporte de até R$ 2,5 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão para cada fundo de inovação e até R$ 1 bilhão para a linha de crédito corporativo. O programa também conta com apoio técnico e financeiro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). As linhas de crédito seguirão o modelo dos leilões anteriores, onde bancos concedem financiamento direto a empresas prontas para escalar a produção, exigindo a contratação de projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D&I) como contrapartida.

Prioridades estratégicas para a economia verde

Os seis fundos de inovação serão direcionados a cadeias produtivas consideradas estratégicas para a nova economia global. Entre elas estão fertilizantes verdes, combustíveis verdes avançados, automação e inteligência artificial aplicada à indústria, beneficiamento de minerais críticos, sistemas de baterias e veículos elétricos, química verde, biomateriais e circularidade de resíduos minerais e industriais.

Um exemplo de cadeia que pode ser impulsionada é o SAF (combustível sustentável para a aviação), conforme apontado por Ceron. O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, destacou que o programa estimula a agregação de valor, permitindo que o país processe e industrialize minerais críticos, em vez de apenas exportá-los como matéria-prima, reduzindo a pressão ambiental e aumentando o valor agregado dos produtos.

Impacto e resiliência em um cenário global

Para o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o quinto leilão do Eco Invest pode fortalecer a resiliência do país, especialmente em um momento de conflitos globais que afetam o mercado de combustíveis. Ele ressaltou que o Brasil é um dos menos impactados por essas tensões, como a Guerra do Irã, que já causa discussões sobre racionamento e tabelamento de preços em outras nações.

Durigan enfatizou que, ao manter e atrair novos investimentos em áreas como SAF, biometano e fertilizantes, o Brasil pode aumentar sua resiliência e se posicionar como líder global neste novo cenário geopolítico desafiador. Capobianco complementou que o programa é um “ganha-ganha”, gerando benefícios econômicos e ambientais, como a recuperação de áreas degradadas que, ao serem incorporadas, produzem alimentos e commodities de forma sustentável.

Trajetória e resultados do programa Eco Invest

O programa Eco Invest Brasil foi concebido para facilitar a atração de investimentos privados estrangeiros, impulsionando a transformação ecológica do país. Ele integra o Plano de Transformação Ecológica do Brasil, que visa promover um novo modelo de desenvolvimento econômico mais inclusivo e sustentável, combinando instrumentos financeiros inovadores, redução de riscos e atração de investimentos de longo prazo para a transição ecológica brasileira.

Com os quatro leilões já realizados, o Eco Invest Brasil mobilizou mais de R$ 140 bilhões e credenciou 13 instituições financeiras, consolidando-se como uma plataforma essencial para financiamento climático e desenvolvimento sustentável. Com os investimentos previstos para o quinto leilão, o programa pode se aproximar da marca de R$ 200 bilhões, um volume estratégico que, segundo Durigan, representa cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) e tem o potencial de transformar a realidade do país.

Os três primeiros leilões focaram em transição energética, recuperação de terras degradadas e bioeconomia. O quarto leilão, voltado para bioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura na Amazônia Legal, recebeu propostas de oito instituições financeiras e uma demanda superior a R$ 7 bilhões em recursos catalíticos, com potencial para mobilizar mais de R$ 29 bilhões em investimentos. Desse total, foram homologados R$ 3,1 bilhões em capital catalítico, viabilizando cerca de R$ 13,2 bilhões em investimentos totais, incluindo R$ 7,2 bilhões de captação internacional.

No quarto leilão, o eixo de infraestrutura concentrou mais de R$ 7,8 bilhões para a Amazônia Legal, enquanto a bioeconomia mobilizou R$ 4,4 bilhões em investimentos ligados à bioindustrialização, sociobioeconomia e restauração produtiva. O turismo sustentável, por sua vez, recebeu cerca de R$ 900 milhões para iniciativas de ecoturismo, unidades de conservação e turismo de base comunitária. O Banco do Brasil liderou os recursos ofertados, totalizando R$ 1,5 bilhão, e estruturou a captação com alavancagem de mais de quatro vezes, viabilizando R$ 6,4 bilhões em investimentos. O Plano de Transformação Ecológica é a base para essas iniciativas.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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