irresponsabilidade das guerras, diz Lula. Isso provavelmente afetará a produção

Guerra no Irã ameaça empurrar 30 milhões de pessoas para a pobreza extrema

BeeNews 23/04/2026 | 11:04 | Brasília
2 min de leitura 332 palavras

A escalada do conflito envolvendo o Irã gerou um alerta severo das autoridades internacionais sobre a estabilidade socioeconômica global. Segundo dados apresentados por Alexander De Croo, chefe de Desenvolvimento da Organização das Nações Unidas (ONU), a continuidade das hostilidades deve empurrar mais de 30 milhões de pessoas de volta à linha da pobreza, exacerbando crises humanitárias pré-existentes em diversas regiões do planeta.

Impactos da guerra no Irã e a crise global

O conflito tem provocado interrupções críticas no fornecimento de insumos essenciais, com destaque para o combustível e fertilizantes. A instabilidade no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio marítimo, tem impedido o fluxo regular de navios de carga, o que impacta diretamente a produtividade agrícola em escala mundial. De acordo com o administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), a escassez desses insumos já é uma realidade que compromete a segurança alimentar global.

Insegurança alimentar e colapso na produção

A previsão é de que a insegurança alimentar atinja seu nível máximo nos próximos meses, sem margem imediata para mitigação. A interrupção nas cadeias de suprimentos não afeta apenas o presente, mas compromete as safras futuras, criando um cenário de escassez prolongada de energia e redução drástica nas remessas financeiras internacionais. Mesmo que um cessar-fogo fosse estabelecido imediatamente, os efeitos estruturais já causados pela guerra seriam suficientes para manter o impacto negativo sobre as populações mais vulneráveis.

Prejuízos ao PIB global e desafios humanitários

Estimativas do Banco Mundial, do Fundo Monetário Internacional e do Programa Mundial de Alimentos indicam que a guerra já eliminou entre 0,5% e 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB) global. O cenário é agravado pela diminuição do financiamento para ações humanitárias, que agora precisam ser redirecionadas para atender a demandas crescentes em locais como Sudão, Gaza e Ucrânia. A escassez de recursos coloca as agências em uma posição crítica, onde a assistência básica torna-se cada vez mais difícil de ser garantida.

Para mais informações sobre o cenário geopolítico, consulte a Agência Brasil.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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