Milton Hamilton/Departamento de Guerra

EUA intensificam bloqueio naval ao Irã, desviando mais de cem navios e afetando comércio

BeeNews 26/05/2026 | 21:37 | Brasília
3 min de leitura 570 palavras

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelas operações militares americanas no Oriente Médio, anunciou nesta terça-feira (26) que a operação de bloqueio naval contra o Irã já resultou no redirecionamento de 108 embarcações comerciais. A ação, que visa impedir o acesso e a saída de navios dos portos iranianos, tem como foco o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

Iniciada em abril por determinação do então presidente Donald Trump, a operação impõe restrições a embarcações de todas as nacionalidades que tentam navegar pelos portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã. A medida reflete a crescente pressão de Washington sobre Teerã, buscando impactar economicamente o regime iraniano através da interrupção de seu comércio marítimo.

Avanço da Operação e Mobilização Militar Americana

A eficácia do bloqueio foi reiterada pelo Centcom, que no último sábado (23) já havia reportado o desvio de 100 navios. O almirante Brad Cooper, chefe do Centcom, destacou a precisão e o profissionalismo com que as forças americanas têm executado a missão. Segundo ele, a operação tem conseguido impor um “zero comércio” nos portos iranianos, exercendo uma significativa pressão econômica sobre Teerã.

A envergadura da missão é notável, com a participação de mais de 15 mil militares dos EUA. Além disso, a operação conta com o apoio de mais de 200 aeronaves e navios de guerra. Entre os ativos mobilizados estão os grupos de ataque dos porta-aviões nucleares Abraham Lincoln e George H.W. Bush, o grupo anfíbio Tripoli, a 31ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais e diversos destróieres lançadores de mísseis guiados, demonstrando a robustez do aparato militar americano na região.

Reação Iraniana e Controle do Estreito de Ormuz

Em contrapartida à narrativa de Washington, a Guarda Revolucionária iraniana emitiu sua própria declaração nesta terça-feira, afirmando que 25 embarcações cruzaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas após receberem autorização da Marinha iraniana. Teerã sustenta que exerce um “controle inteligente” sobre a passagem e alertou que reagirá com “golpes esmagadores” a quaisquer violações de sua soberania ou de suas regras de navegação.

Essa divergência de informações sublinha a tensão contínua na região, com cada lado apresentando sua versão dos fatos e reafirmando sua capacidade de controle e resposta. O Estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela substancial do petróleo mundial, permanece um ponto focal de disputa e vigilância militar.

Impacto Geopolítico e Econômico do Bloqueio ao Irã

O bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos tem implicações profundas tanto no cenário geopolítico quanto na economia iraniana. Ao visar o “zero comércio” nos portos do Irã, a estratégia americana busca estrangular as receitas do país, especialmente as provenientes da exportação de petróleo e outros bens, que são cruciais para a sustentação de sua economia. Acompanhe as últimas notícias sobre as tensões no Oriente Médio.

A presença militar massiva dos EUA no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã serve como um claro sinal da determinação americana em manter a pressão sobre o Irã. Contudo, a resposta iraniana, que inclui a reivindicação de controle sobre o Estreito de Ormuz e a ameaça de retaliação, adiciona uma camada de complexidade e risco a uma região já volátil. A situação continua a ser monitorada de perto por potências globais, dada a importância do Estreito para a segurança energética mundial.

Fonte: gazetadopovo.com.br

Palavras-chave: bloqueio, comércio, eua, médio, militar, naval, oriente, petróleo, tensão, estreito, operação, ormuz, iraniana, portos, golfo, centcom, embarcações
Compartilhe:

Menu