O Irã anunciou neste sábado (18) a retomada do bloqueio ao estratégico Estreito de Ormuz, uma rota marítima vital por onde transitam volumes significativos de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) para o mercado global. A medida ocorre em um cenário de escalada de tensões, com relatos de ataques a pelo menos duas embarcações na passagem, intensificando a preocupação internacional sobre a segurança energética e a estabilidade geopolítica na região.
A decisão iraniana de reinterditar o estreito surge após declarações do presidente americano, Donald Trump, que afirmou a continuidade do bloqueio naval a embarcações iranianas até que um acordo de paz seja alcançado. Este é o segundo bloqueio promovido pelo regime iraniano desde o início do conflito com os Estados Unidos e Israel, que teve seu primeiro episódio em 28 de fevereiro, causando uma disparada nos preços globais de petróleo e gás.
A retomada do bloqueio no Estreito de Ormuz
A cronologia recente dos acontecimentos revela uma dinâmica de cessar-fogo e retomada de hostilidades. Após um anúncio de trégua de duas semanas entre Washington e Teerã no último dia 7, o Irã rapidamente voltou a bloquear Ormuz, alegando que Israel havia desrespeitado o acordo ao continuar ataques ao grupo Hezbollah, aliado iraniano no Líbano. Estados Unidos e Israel, por sua vez, argumentaram que o cessar-fogo com o Irã não abrangia o Líbano.
Na quinta-feira (16), um novo cessar-fogo de dez dias entrou em vigor no Líbano. Em resposta, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, anunciou na sexta-feira (17) o desbloqueio de Ormuz. Contudo, a declaração de Trump sobre a manutenção do bloqueio naval contra o Irã levou o regime a reverter sua decisão, culminando no novo fechamento do estreito neste sábado (18).
As motivações estratégicas do Irã para o bloqueio
Analistas apontam que o Irã tem utilizado o Estreito de Ormuz como uma ferramenta de pressão estratégica contra seus adversários. Ali Mamouri, pesquisador associado de estudos do Oriente Médio da Universidade Deakin (Austrália), destacou em artigo para o site The Conversation três pilares para essa estratégia: o potencial de receita com pedágios para navios, crucial em meio a uma grave crise econômica; o uso do estreito como uma
Fonte: gazetadopovo.com.br
