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Governo Trump estuda suspender voos internacionais em cidades-santuário durante a Copa

BeeNews 27/05/2026 | 14:42 | Brasília
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O governo dos Estados Unidos, sob a liderança do presidente Donald Trump, está analisando uma medida que pode impactar significativamente o fluxo de viajantes durante a próxima Copa do Mundo. A proposta consiste na suspensão do processamento migratório e alfandegário em aeroportos localizados nas chamadas cidades-santuário, jurisdições que limitam a colaboração com as autoridades federais de imigração.

A iniciativa foi detalhada pelo secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, em declarações recentes à emissora Fox News. Segundo o secretário, o objetivo é exercer pressão sobre os governos locais para que cooperem plenamente com as políticas migratórias federais, especialmente em um período de alta visibilidade e demanda logística como o torneio mundial de futebol.

Pressão federal sobre as políticas de cidades-santuário

O conceito de cidades-santuário envolve municípios que adotam políticas para proteger imigrantes sem documentos, muitas vezes recusando-se a cumprir pedidos de detenção do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE). O governo federal argumenta que essa falta de cooperação compromete a segurança nacional e a aplicação das leis vigentes.

Markwayne Mullin afirmou que não faz sentido as jurisdições solicitarem serviços federais de processamento internacional enquanto obstruem outras funções do Departamento de Segurança Interna. A medida é vista como uma ferramenta de barganha política para alinhar as administrações locais com as diretrizes da Casa Branca antes do evento esportivo.

Impacto nos principais aeroportos internacionais dos Estados Unidos

Caso a proposta avance, aeroportos de extrema importância global poderiam ser afetados. Entre os terminais que estão no centro do debate estão:

  • JFK em Nova York
  • Aeroporto Internacional de Los Angeles
  • O’Hare em Chicago
  • Aeroporto Internacional de São Francisco

A interrupção dos serviços alfandegários nessas localidades obrigaria voos internacionais a serem desviados para outras cidades que colaboram com o governo federal. Isso criaria um gargalo logístico sem precedentes, afetando não apenas torcedores, mas também delegações esportivas e o comércio internacional em larga escala.

Tensões em centros de detenção motivam a medida

O endurecimento do discurso federal ocorre após episódios de conflito em Nova Jersey. Manifestantes realizaram vigílias e criaram barricadas em frente ao centro de detenção Delaney Hall, dificultando a movimentação de agentes do ICE. O secretário Mullin utilizou esses eventos como justificativa para questionar a manutenção de serviços federais em áreas de resistência ativa.

Até o momento, a medida permanece em fase de estudo e não recebeu aprovação definitiva. No entanto, o setor de turismo já expressa profunda preocupação com a viabilidade da Copa do Mundo sob tais restrições. A indústria teme que a incerteza afaste visitantes estrangeiros e prejudique a imagem do país como anfitrião de grandes eventos globais.

Consequências econômicas e o setor de turismo

A indústria do turismo nos Estados Unidos é um dos pilares da economia, e a Copa do Mundo é vista como uma oportunidade estratégica para o crescimento do setor. Especialistas alertam que barrar voos em cidades como Nova York e Los Angeles poderia resultar em perdas bilionárias. A logística de redirecionar centenas de voos diários para aeroportos menores é considerada impraticável por analistas de aviação.

Além disso, a medida poderia gerar retaliações diplomáticas ou desencorajar seleções nacionais de participarem de eventos em solo americano. A incerteza jurídica sobre quem tem a autoridade final sobre o processamento de fronteiras em solo municipal deve levar a intensas batalhas nos tribunais federais nos próximos meses.

Fonte: gazetadopovo.com.br

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