tinho, o Parque Ézio Dall’Acqua, em que já foram catalogadas 165 espécies de ave

São Paulo publica guia inédito para estimular o turismo de observação de aves na Mata Atlântica

BeeNews 27/05/2026 | 14:45 | Brasília (Atualizado 27/05/2026 às 14:46)
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A Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP) anunciou o lançamento da segunda edição do Guia de Roteiros de Observação de Vida Silvestre. O material foca especialmente na Mata Atlântica paulista, bioma que abriga uma das maiores biodiversidades do planeta e atrai entusiastas do birdwatching de diversas partes do mundo em busca da chamada “Floresta Mãe”.

A iniciativa visa estruturar o turismo de natureza, oferecendo informações técnicas e geográficas para visitantes que buscam experiências imersivas. O guia detalha rotas que abrangem desde o litoral até as serras do interior, destacando pontos de observação estratégicos e as espécies mais emblemáticas de cada região.

Observação de aves na Baixada Santista e litoral sul

A Região Turística Costa da Mata Atlântica consolida-se como um dos destinos mais procurados para a prática. Municípios como Santos, Peruíbe, Guarujá e Praia Grande oferecem habitats variados, que incluem manguezais, restingas e estuários, além das trilhas preservadas no Parque Estadual da Serra do Mar.

Em Praia Grande, o destaque é o Parque Ézio Dall’Acqua, conhecido como Portinho, onde 165 espécies de aves já foram catalogadas entre residentes e migratórias. Já em Peruíbe, o bairro do Guaraú e a Estação Ecológica Juréia-Itatins são refúgios para aves raras, com melhores períodos de avistamento entre os meses de março e novembro.

Entre as espécies mais cobiçadas pelos fotógrafos e observadores nesta região estão:

  • Tiê-sangue
  • Guará-vermelho
  • Saíra-sapucaia
  • Formigueiro-do-litoral

Santuários ecológicos no interior e na Serra do Mar

O interior paulista também ganha relevo no guia com o Parque Natural Municipal Morro do Ouro, localizado em Apiaí. Situado a 1.080 metros de altitude, o local proporciona nichos específicos para avistar o gavião-de-penacho e o tangará-da-serra, especialmente durante o mês de setembro, quando as condições climáticas favorecem a atividade das aves.

Outro ponto fundamental para o ecoturismo é o Parque Estadual Carlos Botelho, em São Miguel Arcanjo. O santuário abriga cerca de 330 espécies, o que representa quase 20% de toda a fauna alada brasileira. O núcleo oferece trilhas de baixa dificuldade que percorrem bosques de araucárias e margens de represas, facilitando o acesso de turistas de diferentes perfis.

Herança histórica e o fascínio pela fauna alada brasileira

A prática de observar e registrar a fauna local remete aos primórdios da colonização do Brasil. Em maio de 1560, o padre José de Anchieta redigiu a Carta de São Vicente, um dos primeiros documentos detalhados sobre a natureza paulista. No texto, Anchieta descreveu com rigor técnico e fascínio a diversidade de cores e formas das aves que habitavam a costa.

O novo guia da Setur-SP resgata essa tradição de contemplação, aliando-a ao desenvolvimento econômico sustentável. Ao profissionalizar os roteiros, o estado busca atrair investimentos e promover a conscientização ambiental. Mais detalhes sobre as rotas podem ser consultados diretamente no portal da Agência SP.

Fonte: agenciasp.sp.gov.br

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