fertilizantes com a retomada de projetos de fabricação própria do insumo, consid

Petrobras acelera produção e projeta atender 35% da demanda nacional de fertilizantes

BeeNews 14/05/2026 | 20:33 | Brasília
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A Petrobras está avançando em um plano estratégico para fortalecer a produção nacional de fertilizantes, com a meta ambiciosa de suprir mais de um terço da demanda do país. Essa iniciativa é considerada crucial para a sustentabilidade da agropecuária brasileira, um dos pilares da economia nacional.

O anúncio foi feito durante uma visita oficial à fábrica de fertilizantes nitrogenados na Bahia (Fafen), localizada em Camaçari, na região metropolitana de Salvador. Acompanhado por representantes da estatal, ministros e o governador da Bahia, o presidente destacou a importância da retomada dessas operações para a soberania e o desenvolvimento do Brasil.

Retomada estratégica impulsiona a produção de fertilizantes

A fábrica da Fafen na Bahia, que permaneceu hibernada por aproximadamente seis anos, foi reiniciada em janeiro de 2026, após um investimento de R$ 100 milhões. Esta unidade possui uma capacidade de produção diária de 1,3 mil toneladas de ureia, o que corresponde a cerca de 5% da demanda nacional por este insumo vital.

Além do impacto na produção, a reativação da Fafen na Bahia já gerou 900 empregos diretos e 2,7 mil indiretos na região. Esta ação se soma a outras iniciativas importantes da Petrobras, como a reabertura da Fafen em Laranjeiras, Sergipe, e da fábrica da Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa), no Paraná.

Uma quarta unidade, a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, está em fase de construção, com previsão de início de operação para 2029. Com a plena operação dessas quatro fábricas, a Petrobras projeta alcançar a capacidade de produzir 35% dos fertilizantes nitrogenados necessários ao Brasil.

Segurança alimentar e a redução da dependência externa

Os fertilizantes nitrogenados, como a ureia, são essenciais para a produtividade agrícola, permitindo ao Brasil manter sua posição de destaque como um dos maiores exportadores de alimentos do mundo. A matéria-prima para a produção desses fertilizantes é o gás natural, que é produzido pela própria Petrobras.

Atualmente, o Brasil enfrenta uma alta dependência de importações, que varia entre 85% e 90% dos fertilizantes consumidos. Essa vulnerabilidade é significativa, considerando que o país é o quarto maior consumidor global de fertilizantes, respondendo por cerca de 8% do uso mundial.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, ressaltou a importância de o Brasil ser autossuficiente nesse setor. O presidente também enfatizou que um país com a vocação agrícola do Brasil não pode depender de importações para a maior parte de seus fertilizantes, defendendo a necessidade de o país ter controle sobre sua própria produção.

O papel da indústria nacional e o debate sobre privatizações

O presidente comparou a retomada das fábricas de fertilizantes a outras ações de fomento à indústria nacional, como a reativação de estaleiros no setor naval. Ele argumentou que o Brasil, em momentos anteriores, abandonou atividades estratégicas sob a premissa de que a importação seria mais econômica do que a produção interna.

Contudo, o presidente defendeu que a produção local, mesmo que inicialmente mais custosa, agrega valor por meio da transferência de conhecimento tecnológico, qualificação de mão de obra e geração de salários, impulsionando o desenvolvimento interno e a competitividade do país.

Ainda durante a visita, o presidente criticou a privatização de ativos estratégicos da Petrobras em gestões anteriores, mencionando a venda da BR Distribuidora. A antiga subsidiária, agora Vibra Distribuidora, foi alienada entre 2019 e 2021.

Para o presidente, essa decisão prejudicou a capacidade da Petrobras de influenciar e equilibrar os preços dos combustíveis no mercado. Ele expressou o desejo de ver a Petrobras retomar sua atuação no setor de distribuição, visando restaurar essa capacidade de intervenção no mercado.

Para mais informações sobre a retomada de projetos da Petrobras, clique aqui.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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