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Presidente Lula cobra ação enérgica do governador interino do Rio contra milícias e crime organizado

BeeNews 23/05/2026 | 14:56 | Brasília
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo direto ao governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, neste sábado, para que priorize o combate a grupos criminosos e milicianos. A declaração ocorreu durante a inauguração da nova sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), na capital fluminense, onde Lula enfatizou a urgência de restaurar a segurança e a ordem no estado.

Em seu discurso, o presidente destacou que a expectativa da população não reside em grandes obras de infraestrutura, mas sim em uma atuação firme contra a criminalidade. Ele ressaltou a importância de prender os responsáveis por comandar o estado nos últimos anos, incluindo “ladrões e milicianos”, que, segundo suas palavras, têm se infiltrado nas estruturas de poder.

Apelo Presidencial por Combate à Criminalidade Organizada

Durante o evento, o presidente Lula dirigiu-se a Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) e atual governador interino, com uma mensagem clara sobre as prioridades para o estado. “Ninguém está esperando que você faça um viaduto. Ninguém está esperando que você faça uma ponte. Ninguém está querendo que você faça uma praia artificial”, afirmou Lula, delineando as expectativas da população.

A principal demanda, segundo o presidente, é um esforço concentrado para combater a corrupção e o crime organizado. Ele expressou profunda preocupação com a imagem do Rio de Janeiro, uma cidade mundialmente conhecida, que tem sido associada à tomada de território por facções criminosas. A fala de Lula sublinhou a necessidade de uma resposta contundente para reverter esse cenário.

Apoio Federal e a Proposta para a Segurança Pública

Lula assegurou que o governo federal oferecerá todo o apoio necessário ao Rio de Janeiro na luta contra o crime. Ele condicionou a criação de um Ministério da Segurança Pública à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/25, já aprovada pela Câmara dos Deputados e aguardando votação no Senado. Essa medida visa fortalecer a atuação federal na área.

A PEC da Segurança Pública é vista como um passo fundamental para definir e ampliar o papel da União em questões de segurança, que, pela Constituição de 1988, possui uma atuação mais limitada. A criação de um ministério específico permitiria uma coordenação mais eficaz e o direcionamento de recursos e estratégias para os estados. Mais detalhes sobre a proposta podem ser encontrados em Agência Brasil.

Desafios Constitucionais e a Urgência da Ação

O presidente também abordou as complexidades constitucionais que regem a segurança pública no Brasil, observando que a União tem um papel restrito. Ele mencionou a situação em que, por vezes, governadores podem se sentir “reféns da polícia”, dificultando a implementação de políticas eficazes e independentes no setor.

Lula instou o governador interino a aproveitar o tempo restante de seu mandato para promover mudanças significativas. “Aproveite esses seis meses que você tem. Ou 10 meses. Aproveite. Faça o que muita gente não fez em 10 anos nesse estado. Ajude a consertar esse estado”, aconselhou o presidente, reforçando que a população carioca não merece ser governada por milicianos e espera uma transformação.

O Cenário Político do Governo Interino do Rio

A atuação de Ricardo Couto como governador interino do Rio de Janeiro é resultado de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Em abril, o ministro Cristiano Zanin determinou a manutenção de Couto no cargo, que também preside o TJRJ, até que a Corte decida sobre a realização de eleições para um mandato-tampão do Executivo estadual. Essa situação confere a Couto uma responsabilidade temporária, mas crucial, sobre a administração do estado.

A transição e a interinidade do governo adicionam uma camada de complexidade à já desafiadora situação de segurança pública no Rio. A cobrança presidencial reflete a gravidade do problema e a expectativa de que, mesmo em um período de transição, medidas decisivas sejam tomadas para proteger os cidadãos e restaurar a confiança nas instituições.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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