O ministro da Fazenda, Dario Durigan, iniciou sua segunda viagem internacional desde que assumiu o comando da equipe econômica, com destino à França. A agenda do ministro inclui a participação em importantes reuniões do G7, além de uma série de encontros bilaterais com autoridades estrangeiras. Os debates centrais abordarão temas cruciais como inteligência artificial, segurança energética e o papel dos minerais estratégicos no cenário global.
A viagem de Durigan reflete a crescente inserção do Brasil em discussões econômicas e geopolíticas de alto nível, buscando posicionar o país como um ator relevante nas transformações globais. A expectativa é que o ministro aproveite a oportunidade para fortalecer laços diplomáticos e econômicos, além de apresentar as perspectivas brasileiras sobre os desafios e oportunidades internacionais.
Agenda em Paris: G7 e Diálogos Estratégicos
A chegada de Durigan a Paris, na segunda-feira (18), marca o início de uma intensa programação. O ministro participa da reunião de ministros das Finanças e presidentes de Bancos Centrais do G7, grupo que congrega Estados Unidos, Alemanha, Japão, Reino Unido, França, Itália e Canadá. O Brasil, como país convidado, tem a chance de contribuir com as discussões e apresentar sua visão sobre a economia mundial.
Além dos compromissos oficiais do G7, a agenda de segunda-feira inclui eventos voltados ao diálogo com a sociedade civil e o setor privado francês. Estão previstas uma mesa redonda promovida pela revista Le Grand Continent, focada em geopolítica, e um almoço na redação do renomado jornal Le Monde, em Paris. À tarde, o ministro visitará a startup francesa de inteligência artificial Mistral AI, onde se reunirá com o CEO da empresa, Arthur Mensch, antes de participar do jantar ministerial do G7.
Encontros Bilaterais e Desafios Energéticos
Na terça-feira (19), a participação de Durigan na reunião do G7 prossegue, com a presença dos demais ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais. Após o almoço ministerial, o ministro brasileiro terá uma série de encontros bilaterais estratégicos. Ele se reunirá com a ministra-delegada para Inteligência Artificial da França, Anne Le Hénanff, e com a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, reforçando a importância da cooperação internacional em tecnologia e finanças.
Um dos pontos altos da agenda bilateral será o encontro com o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol. Esta reunião ganha relevância em um contexto de preocupações globais com o abastecimento energético, especialmente devido ao conflito no Oriente Médio, que tem gerado instabilidade nos mercados de energia.
Brasil como Potência em Minerais Críticos
Um dos objetivos centrais da viagem de Durigan à França é apresentar o Brasil como uma alternativa estratégica no mercado global de minerais críticos. Em declarações anteriores, o ministro destacou a intenção de atrair investimentos estrangeiros para o setor, sem comprometer o controle nacional sobre os recursos naturais. Elementos como terras raras, nióbio e grafeno, essenciais para a indústria tecnológica e a transição energética, são o foco dessa iniciativa.
Atualmente, a China detém uma parcela significativa da produção mundial desses insumos, e o Brasil busca diversificar as fontes de suprimento global. A proposta do governo brasileiro visa incentivar a industrialização local e a agregação de valor à produção nacional, evitando que o país se limite à exportação de matérias-primas. O fortalecimento da indústria brasileira ligada à cadeia mineral e energética é uma prioridade, conforme afirmou o ministro.
Para mais informações sobre o posicionamento do Brasil em relação a esses recursos, consulte a matéria: Durigan: Brasil discutirá guerra e minerais em reuniões do Brics e G7.
Retorno e Contexto da Viagem
Após cumprir todos os compromissos em Paris, Durigan embarca de volta ao Brasil na noite de terça-feira (19), horário da França. A previsão de chegada é na manhã de quarta-feira (20), com retorno imediato às atividades do Ministério da Fazenda em Brasília.
Inicialmente, a viagem à França seria a segunda etapa de uma agenda mais extensa, que incluiria a participação na reunião do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), conhecido como Banco dos Brics, na Rússia. No entanto, o ministro precisou cancelar a ida a Moscou devido ao fechamento temporário do aeroporto da capital russa, que tem sofrido interrupções por ataques de drones ucranianos na região.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
