O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta segunda-feira (18), a exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, situada na Margem Equatorial brasileira. Durante visita oficial às instalações da Refinaria de Paulínia (Replan), no interior de São Paulo, o chefe do Executivo ressaltou que a atividade deve ser conduzida com rigor técnico e responsabilidade ambiental, visando o desenvolvimento econômico do país.
Soberania nacional e exploração na Margem Equatorial
Para o presidente, a exploração na região vai além da questão econômica, tratando-se de um pilar de soberania nacional. Lula argumentou que a presença brasileira na área é fundamental para evitar que o território seja alvo de interesses estrangeiros. O mandatário enfatizou que o governo possui o compromisso de cuidar da Amazônia enquanto viabiliza recursos que possam garantir o futuro do país.
A Petrobras obteve, em outubro de 2025, a licença do Ibama para iniciar a pesquisa exploratória na Margem Equatorial. A área, localizada no extremo norte do Brasil, é considerada por especialistas como uma nova fronteira petrolífera, com potencial comparável ao do pré-sal, o que impulsiona o debate sobre segurança energética e autonomia nacional.
Críticas ao processo de privatização
Durante o evento em Paulínia, Lula teceu críticas severas às privatizações de ativos da Petrobras realizadas em anos anteriores, citando especificamente a BR Distribuidora e a Liquigás. O presidente comparou a venda desses ativos ao fatiamento de um produto, afirmando que a estratégia visava o enfraquecimento gradual da estatal.
O presidente defendeu que a Petrobras deve ser mantida como um patrimônio público, essencial para amortecer impactos de crises internacionais no bolso dos brasileiros. Segundo ele, o governo utiliza impostos sobre a exportação de petróleo para subsidiar preços de combustíveis, protegendo o consumidor final das oscilações causadas por conflitos geopolíticos, como a guerra no Irã.
Investimentos bilionários em São Paulo
A visita à Replan marcou o anúncio de um aporte de R$ 37 bilhões da Petrobras no estado de São Paulo até 2030. O montante será distribuído entre projetos de refino, biorrefino, logística e descarbonização, com a previsão de gerar 38 mil postos de trabalho. A Replan, que já abastece mais de 30% do território nacional, receberá R$ 6 bilhões para ampliar sua capacidade de processamento.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, detalhou que a empresa avança em projetos de combustíveis renováveis e na exploração de gás no Campo de Mexilhão. A executiva reafirmou o compromisso da companhia em atingir a autossuficiência na produção de diesel até 2030, reforçando a segurança energética do Brasil diante de cenários globais incertos. Mais informações podem ser consultadas no portal da Agência Brasil.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
