Em uma operação militar de alta precisão, as forças dos Estados Unidos realizaram um ataque letal que resultou na morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, amplamente conhecido como “Niño Guerrero”. O indivíduo, que liderava a facção criminosa venezuelana Tren de Aragua, foi alvo de uma ação coordenada pelo Comando Sul dos Estados Unidos, conforme anunciado pelo presidente Donald Trump nesta sexta-feira (12).
Ataque estratégico contra o Tren de Aragua
O presidente Donald Trump classificou a operação como rápida e letal, destacando que o ataque ocorreu em um complexo da facção localizado em território venezuelano. A ação foi executada sob ordens diretas da Casa Branca e contou com a colaboração de autoridades locais da Venezuela, conforme confirmado pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth.
O Tren de Aragua, que surgiu há mais de uma década dentro do sistema prisional do estado de Aragua, expandiu suas atividades criminosas por diversas nações das Américas. O grupo foi oficialmente designado por Washington como uma organização terrorista estrangeira no ano passado, o que permitiu o uso de instrumentos mais agressivos de combate ao crime organizado transnacional.
Impacto jurídico e recompensa internacional
Antes da operação, o Departamento de Estado dos Estados Unidos mantinha uma recompensa de até US$ 5 milhões por informações que levassem à captura de Guerrero Flores. O líder criminoso enfrentava acusações graves na Justiça federal de Nova York, incluindo crimes de narcoterrorismo.
Procuradores americanos apontaram que o chefe da facção era responsável por ordenar, dirigir e facilitar atos de terrorismo diretamente em solo americano. A eliminação do líder faz parte de uma política mais ampla de segurança nacional adotada pelo governo, que busca desmantelar redes criminosas que operam além das fronteiras.
Mudança na política de segurança dos Estados Unidos
A ofensiva reflete uma mudança significativa na postura de Washington em relação a cartéis e facções latino-americanas. Desde o retorno de Donald Trump ao poder, o governo tem ampliado o uso de ferramentas de contraterrorismo para neutralizar ameaças que considera críticas à estabilidade do país.
Recentemente, essa estratégia incluiu a classificação de facções brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), como grupos terroristas. Segundo o Departamento de Estado, tais designações são fundamentais para restringir o apoio financeiro e bloquear recursos dessas organizações, aumentando a pressão internacional contra suas operações ilícitas.
Fonte: gazetadopovo.com.br
