O estado de São Paulo intensificou o apoio à agricultura familiar na alimentação escolar, alcançando um investimento de R$ 143 milhões em 2025. O montante, destinado a mais de 3.700 escolas estaduais, representa um aumento expressivo em relação aos R$ 10 milhões investidos há seis anos. O investimento atual supera, inclusive, o valor de R$ 140 milhões destinado no ano anterior.
Essa iniciativa beneficia alunos através da alimentação centralizada, onde a Secretaria da Educação investe na compra de insumos e na contratação de equipes para as cozinhas escolares. O valor investido já ultrapassa 30% da verba do Programa de Alimentação Escolar (PAE), demonstrando o compromisso do estado com a causa. A partir do próximo ano, a secretaria planeja destinar mais de 45% dos recursos da alimentação escolar à compra direta de alimentos da agricultura familiar.
Entre os produtos adquiridos diretamente dos produtores estão frutas como banana, tangerina, limão e goiaba, além de arroz, feijão, farinha de mandioca e sucos integrais. Legumes e verduras como alface, tomate, cenoura e beterraba também fazem parte da lista, garantindo refeições mais nutritivas e diversificadas para os estudantes.
Uma estudante da capital paulista destaca a importância da iniciativa, mencionando que aprendeu a gostar de frutas como mamão na escola. Ela expressa a sensação de que a comida produzida por famílias carrega mais amor e cuidado.
A Secretaria da Educação enfatiza que a alimentação escolar é uma ferramenta crucial no combate à fome, oferecendo refeições saudáveis e balanceadas. A pasta tem priorizado alimentos in natura ou minimamente processados, em contraste com a merenda de anos atrás, composta por produtos industrializados.
A aquisição dos alimentos da agricultura familiar é feita por meio de chamada pública, e a equipe de nutricionistas da secretaria realiza visitas de campo aos fornecedores para acompanhar o processo de produção. A prioridade é dada à produção local, e mais de 20 tipos de itens são adquiridos diretamente da agricultura familiar paulista, beneficiando milhares de famílias. Para participar das chamadas públicas, os produtores precisam integrar uma cooperativa ou associação.
Fonte: www.agenciasp.sp.gov.br
