Em um momento de profunda significância espiritual, o Papa Leão XIV presidiu a tradicional Via Sacra no Coliseu, em Roma, na última sexta-feira, 3 de abril de 2026. O pontífice exortou os fiéis a conceberem suas existências como uma “jornada” contínua e a buscarem seguir os passos de Cristo, marcando a retomada de uma presença papal física no anfiteatro após um hiato de quatro anos.
A cerimônia, que se desenrolou sob a luz de tochas e velas, viu o Papa Leão XIV carregar pessoalmente a cruz em todas as estações da Via Sacra. Este ato simbolizou um retorno à participação presencial de um Sumo Pontífice no evento, uma tradição que havia sido adaptada nos anos anteriores devido a questões de saúde do Papa Francisco, que participou por vídeo em edições passadas.
A retomada da tradição no Coliseu
A presença física do Papa Leão XIV no Coliseu para a Via Sacra de 2026 representou um marco importante para a Igreja Católica e seus fiéis. Após o Papa Francisco ter participado pela última vez presencialmente em 2022, a volta do pontífice ao anfiteatro histórico ressaltou a importância da liderança espiritual em um dos rituais mais solenes da Sexta-feira Santa.
No início da semana do evento, o Papa Leão XIV destacou à imprensa que a sua participação era “um sinal importante, dado o que o papa representa: um líder espiritual no mundo atual — uma voz para proclamar que Cristo ainda sofre.” Ele também afirmou carregar “todo esse sofrimento em minhas orações”, sublinhando a dimensão pessoal e coletiva da dor e da fé.
A mensagem central do pontífice aos fiéis
Durante a Via Sacra, a mensagem central do Papa Leão XIV girou em torno da ideia de que a vida deve ser vivida como uma “jornada” de fé. Ele incentivou a Igreja a “seguir os passos” de Cristo, um chamado à imitação dos valores e sacrifícios que a figura de Jesus representa para os cristãos.
Esta exortação ressoa com a compreensão cristã da peregrinação terrena, onde cada indivíduo é convidado a um caminho de crescimento espiritual e transformação, guiado pelos ensinamentos de Cristo e pelo amor ao próximo.
As reflexões sobre poder e responsabilidade
As meditações que acompanharam as estações da Via Sacra de 2026 foram elaboradas pelo frei Francesco Patton, que anteriormente serviu como Custódio da Terra Santa. Suas reflexões abordaram temas pertinentes à sociedade contemporânea, com um foco especial na responsabilidade inerente ao exercício do poder.
Os textos enfatizaram que “toda autoridade deve responder diante de Deus pela forma como exerce o poder que recebeu”, abrangendo desde “o poder de iniciar uma guerra ou de pôr fim a ela” até “o poder de atropelar a dignidade humana ou de protegê-la”. As meditações também estenderam essa responsabilidade a cada indivíduo, afirmando que “cada um de nós também é chamado a responder pelo poder que exercemos em nossas vidas cotidianas”.
A oração final e o legado de São Francisco
Ao concluir a Via Sacra, o Papa Leão XIV proferiu uma oração que ecoou as palavras de São Francisco de Assis, um dos santos mais venerados da tradição católica. A prece suplicava a Deus que “nos conceda, a nós miseráveis, a graça de fazer por ti somente aquilo que sabemos que queres que façamos e de sempre desejar o que te agrada”.
Esta invocação final reforçou o tema da entrega e da busca pela vontade divina, um pilar fundamental da espiritualidade franciscana e um convite à humildade e à dedicação total à fé. O evento no Coliseu, assim, não apenas reviveu uma tradição, mas também ofereceu um momento de profunda reflexão e renovação espiritual para milhões de fiéis ao redor do mundo. Para mais informações sobre a Igreja Católica e seus eventos, visite o site da Catholic News Agency.
Fonte: gazetadopovo.com.br
