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BRB sob escrutínio: Câmara Legislativa convoca diretoria após ausências e crise financeira

BeeNews 07/04/2026 | 13:10 | Brasília
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A situação financeira do Banco de Brasília (BRB) e a gestão de seus negócios recentes se tornaram foco de intensa atenção legislativa. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou a convocação do presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, e do secretário adjunto de Economia do governo do Distrito Federal, Daniel Izaías de Carvalho. A medida visa obter esclarecimentos detalhados sobre a saúde financeira da instituição, que enfrenta um período de instabilidade e questionamentos públicos.

A decisão de convocar os gestores ocorreu após a ausência de ambos em uma audiência pública previamente agendada, o que gerou forte reação e críticas por parte dos deputados distritais. O episódio sublinha a crescente pressão sobre o banco público e o governo do Distrito Federal para que prestem contas sobre as operações e o impacto na economia local.

BRB: Convocação e a insatisfação do legislativo distrital

A ausência do presidente do BRB e do secretário adjunto de Economia na audiência pública desta terça-feira, 7 de abril, foi o estopim para a convocação. Inicialmente, o comparecimento havia sido acordado como um convite, com a expectativa de que os representantes comparecessem espontaneamente para detalhar a operação de aquisição do Banco Master, que não obteve sucesso, e as estratégias de governança do BRB.

O deputado distrital Thiago Manzoni (PL), presidente da CCJ, enfatizou que a falta de comparecimento não representa apenas um desrespeito à comissão, mas também à população do Distrito Federal. Segundo Manzoni, os cidadãos têm o direito de serem informados sobre a situação de uma instituição financeira pública que movimenta bilhões de reais e é vital para a economia local.

O deputado Fábio Félix (PSOL) corroborou as críticas, mencionando a gravidade dos fatos expostos em diversas reportagens e a postura do BRB em relação aos pedidos de informação. Félix destacou que o banco tem respondido aos requerimentos da Câmara Legislativa de forma desrespeitosa, invocando sigilo e negando acesso a documentos essenciais para a fiscalização parlamentar. Para o deputado, a falta de transparência impede que os parlamentares compreendam a real condição do banco e do governo do DF.

O cenário da crise financeira do BRB e as investigações

O banco estatal do DF enfrenta uma crise de confiança e problemas de liquidez, atribuídos principalmente aos prejuízos decorrentes de uma operação bilionária. Esta operação envolveu a compra de carteiras de crédito e ativos de baixa liquidez negociados com o Banco Master. A Polícia Federal já está investigando suspeitas de fraude relacionadas à aquisição de cerca de R$ 12,2 bilhões em créditos, o que adiciona uma camada de complexidade e urgência à necessidade de esclarecimentos.

A gravidade da situação foi amplificada por notícias anteriores, como o pedido de R$ 4 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para socorrer o BRB, feito pelo ex-governador Ibaneis Rocha. Além disso, o banco confirmou que não divulgaria o balanço de 2025 no prazo, um indicativo adicional dos desafios financeiros enfrentados pela instituição.

O deputado Fábio Félix ressaltou a responsabilidade política do governo do Distrito Federal, controlador do BRB, na condução dos projetos de lei que viabilizaram a operação. Ele lembrou que o ex-governador Ibaneis Rocha atuou politicamente para a aprovação rápida desses projetos na Câmara Legislativa, evidenciando uma clara responsabilidade política no contexto da crise.

Desdobramentos no Congresso: a ausência do ex-governador

Paralelamente à situação no Distrito Federal, o ex-governador Ibaneis Rocha também foi convocado para depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Crime Organizado, no Congresso Nacional. Ele era esperado para prestar informações sobre as negociações do BRB para a aquisição do Banco Master, negócio que foi barrado pelo Banco Central.

Assim como os gestores do BRB na Câmara Legislativa do DF, o ex-governador não compareceu à sessão da CPMI, marcando sua terceira ausência como convidado. Diante disso, o colegiado do Congresso também aprovou sua convocação, reiterando a necessidade de esclarecimentos sobre os eventos que levaram à atual crise do banco público. Para mais detalhes sobre esta ausência, consulte a matéria completa da Agência Brasil.

A série de ausências e convocações em diferentes esferas legislativas destaca a amplitude e a seriedade das questões envolvendo o BRB e a gestão pública no Distrito Federal. A pressão por transparência e responsabilização continua a aumentar, enquanto as investigações e os debates parlamentares prosseguem para desvendar a real extensão dos problemas financeiros e as suas causas.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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