que esse setor é responsável por aumento de produtividade, por ganhos tecnológic

Crise econômica e denúncias de corrupção abalam a gestão de Javier Milei na Argentina

BeeNews 06/05/2026 | 16:16 | Brasília
3 min de leitura 492 palavras

O cenário de instabilidade econômica e inflacionária

O governo do presidente Javier Milei enfrenta um período crítico na Argentina, marcado por uma combinação de indicadores econômicos negativos e um desgaste acentuado de sua popularidade. Após um período de controle sobre a escalada de preços, a inflação voltou a apresentar trajetória de alta, atingindo 3,4% em março de 2026. O próprio mandatário reconheceu publicamente a gravidade dos números recentes.

A atividade econômica no país registrou uma retração de 2,6% em fevereiro, na comparação com o mês anterior, consolidando uma queda acumulada de 2,1% no período de 12 meses. O setor industrial é o mais afetado, com uma baixa de 4% em fevereiro e um recuo de 8,7% no acumulado anual, levantando alertas sobre o processo de desindustrialização da nação.

Diagnóstico sobre o modelo de austeridade fiscal

Especialistas apontam que a estratégia de redução do Estado adotada pela Casa Rosada enfrenta limites claros. Segundo o professor de economia da Fundação Getulio Vargas (FGV-SP), Paulo Gala, o plano atual é considerado simplista e insuficiente para reverter o quadro herdado. A desconfiança na moeda local, o peso, leva a uma dolarização informal dos contratos, fenômeno que pressiona a inflação e dificulta a estabilização.

O economista destaca que a sobrevalorização do peso tem prejudicado a competitividade da indústria nacional. Para Gala, a abertura comercial agressiva, somada à falta de medidas estruturais como a criação de uma nova moeda, pode conduzir o país a um cenário de recessão prolongada e a uma nova crise cambial, agravada pelo endividamento em dólares junto a instituições internacionais.

Impacto da corrupção na popularidade governamental

Além dos desafios macroeconômicos, o governo lida com denúncias de corrupção que atingem o núcleo do poder. Investigações sobre o chefe de gabinete, Manuel Adorni, envolvendo gastos incompatíveis com sua renda, têm corroído a promessa de combate à “casta” política. Pesquisas de opinião, como a da Atlas Intel, apontam uma desaprovação superior a 60% da gestão.

O cientista político Leandro Gabiati observa que a corrupção se tornou uma pauta central, superando preocupações habituais como desemprego e salários. Embora a oposição permaneça desorganizada, o desgaste da imagem de Milei é evidente. Em um movimento isolado de otimismo financeiro, a agência Fitch Rating elevou a nota de crédito da Argentina, citando ajustes fiscais, embora analistas alertem que isso não altera a realidade da economia real.

Tensões com a imprensa e restrições de acesso

A gestão também tem mantido uma relação conflituosa com os meios de comunicação. No final de abril, o governo proibiu o acesso de jornalistas à Casa Rosada, afetando cerca de 60 profissionais. A medida foi amplamente criticada como um ataque à liberdade de imprensa. Embora o acesso tenha sido retomado em 3 de maio, restrições à circulação dentro da sede do Poder Executivo permanecem em vigor, mantendo o clima de tensão entre o governo e a mídia.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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