WILL OLIVER/EFE/EPA/POOL )

OMS enfrenta resistência de Trump sobre retorno dos EUA em meio a casos de hantavírus

BeeNews 11/05/2026 | 18:14 | Brasília
3 min de leitura 597 palavras

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou nesta segunda-feira (11) sua decisão de manter o país fora da Organização Mundial da Saúde (OMS), descartando qualquer arrependimento em relação à retirada formalizada no ano passado. A declaração ocorreu em um contexto de preocupação com casos de hantavírus associados a um surto no cruzeiro MV Hondius, que levou à repatriação de cidadãos americanos para quarentena e monitoramento médico.

Questionado no Salão Oval da Casa Branca se os recentes alertas sanitários o fariam reconsiderar a saída da entidade, Trump foi enfático ao afirmar que estava satisfeito com a decisão. Sua postura reflete uma continuidade das críticas à atuação da OMS, especialmente no que diz respeito à gestão da pandemia de covid-19 e à percepção de que a organização não tratava os EUA de forma equitativa, apesar de suas significativas contribuições financeiras.

Reafirmação da Saída e Críticas à Gestão da Covid-19

A decisão de Donald Trump de manter os Estados Unidos fora da OMS vem acompanhada de antigas e reiteradas críticas à performance da organização. O ex-presidente argumentou que, apesar de os EUA contribuírem com aproximadamente US$ 500 milhões anuais para a entidade, o tratamento recebido e as informações fornecidas não eram adequados.

Trump acusou a OMS de ter feito diagnósticos errados e de ter fornecido informações completamente equivocadas sobre a covid-19. Ele reiterou a associação da pandemia à cidade chinesa de Wuhan e sugeriu que a organização teria evitado essa conclusão devido à influência de Pequim, reforçando a narrativa de que a entidade não agiu com a devida imparcialidade e eficácia durante a crise sanitária global.

Hantavírus: Monitoramento e Risco para a Saúde Pública

A discussão sobre a OMS ganhou um novo capítulo com o surto de hantavírus no cruzeiro MV Hondius. Os Estados Unidos repatriaram 18 passageiros, um dos quais testou positivo para a variante Andes, conhecida por sua capacidade de transmissão limitada entre humanos. Este indivíduo foi encaminhado para uma unidade de biocontenção no Centro Médico da Universidade de Nebraska.

As autoridades sanitárias americanas, no entanto, minimizaram o risco para o público em geral, classificando-o como “muito baixo”. A variante Andes, embora transmissível, geralmente exige contato próximo e prolongado com uma pessoa sintomática para se propagar. Dos repatriados, 16 foram para Nebraska e dois para o Hospital Universitário Emory, em Atlanta, incluindo um sintomático e um contato próximo assintomático, com monitoramento previsto por até 42 dias.

Repercussão Internacional e a Posição da Argentina

A postura de Trump não é isolada no cenário internacional. O governo argentino do presidente Javier Milei também acusou a OMS de usar o surto de hantavírus como uma tentativa de pressionar o país a reconsiderar sua própria decisão de se retirar da entidade. Segundo o Ministério da Saúde argentino, a organização estaria transformando um “evento sanitário extraordinário” em um instrumento de pressão contra uma “decisão soberana”.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, havia defendido a “universalidade” como crucial para a segurança sanitária global, argumentando que “os vírus não se importam” com política ou fronteiras, e instou Argentina e Estados Unidos a reconsiderarem suas saídas. Em resposta, o governo Milei afirmou que a cooperação internacional em saúde não depende da submissão a organismos multilaterais, reiterando que a Argentina pode trabalhar com outros países sem pertencer à OMS. A organização, por sua vez, reforçou que suas recomendações, como a quarentena de 42 dias para expostos, são orientações e não imposições legais. Para mais informações sobre a Organização Mundial da Saúde, visite o site oficial.

Fonte: gazetadopovo.com.br

Palavras-chave: argentina, covid, crise, eua, global, hantavírus, internacional, oms, organismo, pandemia, política, retirada, saúde, trump, vírus, organização, estados, unidos, decisão, entidade, presidente, surto
Compartilhe:

Menu