EFE/ Ernesto Mastrascusa

Cuba: filha de Raúl Castro desafia EUA e declara prontidão para combate

BeeNews 22/05/2026 | 19:03 | Brasília
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A tensão entre Cuba e Estados Unidos ganhou um novo capítulo com as declarações desafiadoras de Mariela Castro, filha do ex-ditador Raúl Castro. Em meio a uma mobilização política em Havana, Mariela reagiu veementemente à recente acusação formal dos EUA contra seu pai, que o designou como “foragido” da Justiça americana. O incidente ressalta a persistente animosidade entre os dois países e a postura intransigente do regime cubano diante das pressões externas.

A manifestação, que ocorreu na última sexta-feira (22), serviu como palco para a diretora do Centro Nacional de Educação Sexual (Cenesex) e congressista cubana expressar a prontidão do país para um confronto. As palavras de Mariela Castro ecoam um sentimento de resistência profundamente enraizado na retórica oficial cubana, especialmente em momentos de escalada diplomática com Washington.

Mariela Castro reage a acusações e defende a soberania cubana

Durante o protesto pró-regime, Mariela Castro afirmou categoricamente que “ninguém vai sequestrar” seu pai, referindo-se à acusação formal dos EUA. Ela garantiu que nem Raúl Castro nem qualquer outro líder cubano será detido, sublinhando a determinação do governo em proteger seus membros. A declaração foi um claro recado às autoridades americanas, que intensificaram a pressão sobre a ilha.

A congressista também transmitiu uma mensagem do próprio Raúl Castro, que, apesar de ausente no evento, estaria “muito calmo” e observando a situação “sorrindo”. A mensagem do ex-ditador, em tom de desafio ao governo de Donald Trump, foi: “Ninguém me pega vivo. Vão me pegar lutando”. Mariela reforçou a ideia de que Cuba está “preparada para combater o imperialismo”, descrevendo a nação como “um país pequeno, pobre, mas com experiência de combate diante do imperialismo liderado pelos EUA”.

Mobilização em Havana reúne líderes e membros da família Castro

O ato em Havana, convocado pela União de Jovens Comunistas (UJC) e outras organizações pró-regime, contou com a presença de figuras importantes da política cubana e membros da família Castro. Além de Mariela, participaram seu irmão Alejandro Castro Espín, um alto oficial militar com histórico de conversas com os EUA, e Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-ditador e conhecido como “o Caranguejo”, que tem atuado como interlocutor nos contatos atuais com Washington.

A mobilização também teve a presença do ditador Miguel Díaz-Canel, do presidente da Assembleia Nacional, Esteban Lazo, do primeiro-ministro, Manuel Marrero, do secretário de organização do Partido Comunista (PCC), Roberto Morales Ojeda, e do ex-líder José Ramón Machado Ventura. A reunião de tantos altos funcionários e membros da família Castro demonstra a unidade e a seriedade com que o regime cubano encara as acusações americanas, transformando o protesto em uma demonstração de força e coesão interna.

Histórico das acusações americanas contra Raúl Castro

A recente acusação formal dos EUA contra Raúl Castro remonta a um incidente de 1996. O Departamento de Justiça americano o acusou pela derrubada de dois aviões de pequeno porte pertencentes a uma organização humanitária, resultando na morte de seus quatro tripulantes. Na época, Raúl Castro exercia o cargo de ministro das Forças Armadas Revolucionárias (FAR), o que o colocaria diretamente responsável pelas ações militares.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, qualificou Raúl Castro como um “foragido” da Justiça americana, sugerindo a possibilidade de planos para levá-lo a julgamento nos tribunais do país. Essa designação intensifica a pressão sobre o ex-ditador e sobre o regime cubano como um todo, abrindo precedentes para futuras ações legais e diplomáticas por parte dos Estados Unidos.

Cenário de tensão e a resposta cubana ao imperialismo

As declarações de Mariela Castro e a mobilização em Havana ocorrem em um contexto de crescente pressão americana sobre Cuba. O governo dos EUA tem mirado aliados de Havana e intensificado a retórica contra o regime, com rumores de operações e sanções. A resposta cubana, conforme articulada por Mariela Castro, é de desafio e reafirmação da soberania nacional, evocando o histórico de resistência do país contra o que consideram ser o imperialismo americano.

A presença de vários membros da família Castro e de líderes do Partido Comunista na manifestação sublinha a importância que o regime atribui a essa questão. A mensagem é clara: Cuba não cederá às pressões e está preparada para defender seus líderes e sua ideologia, mesmo diante de acusações internacionais e da ameaça de ações judiciais. Para mais informações sobre as relações entre Cuba e EUA, consulte Reuters.

Fonte: gazetadopovo.com.br

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