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Revolut fortalece governança no Brasil com a chegada de Paulo Guedes ao conselho

BeeNews 11/06/2026 | 15:44 | Brasília
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Revolut fortalece governança no Brasil com a chegada de Paulo Guedes ao conselho

A Revolut Brasil oficializou, durante o Web Summit Rio 2026, a criação de um conselho consultivo independente voltado ao aprimoramento de sua governança corporativa. A principal movimentação estratégica da fintech é a nomeação do economista Paulo Guedes, ex-ministro da Economia, para integrar o novo colegiado. A decisão marca um esforço da instituição em consolidar sua presença e credibilidade no mercado brasileiro.

Além de Paulo Guedes, o conselho conta com a expertise de Luiz Lobo e Ana Novaes. Ambos possuem trajetórias consolidadas em setores críticos como regulação, gestão de riscos e governança. Enquanto Luiz Lobo traz experiência acumulada em instituições como o Banco Pan, Ana Novaes agrega o conhecimento adquirido em sua atuação como conselheira da B3.

Estrutura e estratégia de crescimento institucional

Segundo Glauber Mota, CEO da Revolut Brasil, a implementação deste conselho é um passo fundamental para sustentar o ritmo de expansão da empresa no país. A estrutura atua como um pilar de supervisão que complementa as áreas de produto e compliance, garantindo que a inovação tecnológica da companhia esteja alinhada às exigências regulatórias e de mercado.

O executivo destacou que a escolha de Paulo Guedes reflete a necessidade de contar com um perfil técnico de vasta experiência em conselhos e fundos. A Revolut, que opera no país desde 2023 sob licença de Sociedade de Crédito Direto (SCD), aponta o Brasil como um de seus três mercados com maior taxa de crescimento global, reforçando a importância de uma estrutura institucional robusta.

Competição entre neobancos e o cenário de mercado

O movimento da Revolut ocorre em um contexto de intensa disputa entre neobancos. A estratégia de recrutar figuras de alto escalão do setor público para conselhos consultivos remete a ações recentes de concorrentes, como o Nubank, que integrou Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, ao seu quadro em 2025. A Revolut busca, assim, equilibrar a balança competitiva e fortalecer sua autoridade institucional.

Embora a empresa ainda não alcance a base de usuários de grandes competidores, o foco está na qualidade da operação e na preparação para o longo prazo. A companhia tem mantido um ritmo acelerado de investimentos, utilizando sua estrutura local para capturar uma fatia relevante do setor financeiro brasileiro, que se mostra um dos mais dinâmicos para a fintech britânica.

Perspectivas para o IPO e futuro da companhia

A ambição da Revolut é clara: alcançar um valuation de até US$ 200 bilhões em uma futura oferta pública inicial. Contudo, o fundador Nik Storonsky indicou que o cronograma para o IPO foi postergado para após 2028. A prioridade atual da empresa é a consolidação de sua reputação como banco global, especialmente após a obtenção da licença bancária completa no Reino Unido.

Enquanto o mercado aguarda a abertura de capital, a Revolut tem recorrido a ofertas secundárias de ações para garantir liquidez. Uma operação recente, que movimentou cerca de US$ 750 milhões, elevou a avaliação privada da fintech para aproximadamente US$ 115 bilhões. A empresa mantém a preferência por bolsas americanas, como a Nasdaq, devido à liquidez e ao ambiente favorável para empresas de tecnologia.

Fonte: startups.com.br

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