O papa Leão XIV iniciou seu retorno a Roma nesta sexta-feira (12) sob circunstâncias inesperadas. Após uma falha técnica detectada na aeronave original que o transportaria, o pontífice precisou embarcar em um jato disponibilizado pelo rei da Espanha, Felipe VI, para concluir sua viagem de volta ao Vaticano.
Falha técnica altera o cronograma da viagem papal
O incidente ocorreu no aeroporto de Tenerife, onde o líder da Igreja Católica havia embarcado inicialmente em um Airbus A320 da companhia Iberia. Após a despedida das autoridades locais, a aeronave apresentou um problema técnico não especificado, obrigando o retorno ao terminal do aeroporto.
De acordo com informações da Reuters, o capitão do voo chegou a mencionar que as condições de vento poderiam ter afetado o funcionamento do motor. Contudo, diante da impossibilidade de um reparo imediato, a tripulação e os passageiros foram orientados a desembarcar para garantir a segurança da comitiva.
Logística de emergência e auxílio da coroa espanhola
A Sala de Imprensa da Santa Sé confirmou, por meio de comunicado oficial, que o monarca espanhol prontamente disponibilizou um jato do modelo Falcon para viabilizar o deslocamento do papa. A previsão de decolagem foi estabelecida para as 18h, no horário local, com chegada à capital italiana estimada para as 23h.
Enquanto o pontífice segue viagem na aeronave cedida pela coroa, a equipe de funcionários do Vaticano e os profissionais de imprensa que acompanhavam a comitiva aguardam a disponibilização de um voo separado. A companhia Iberia ficou responsável por organizar o transporte logístico desse grupo nas horas subsequentes ao incidente.
Contexto da visita e desdobramentos
A presença de Leão XIV na Espanha marcou uma semana de compromissos oficiais e encontros com autoridades do país. O episódio no aeroporto de Los Rodeos, embora tenha gerado um atraso no cronograma, foi tratado com prioridade pelas autoridades espanholas e pelo corpo diplomático da Santa Sé.
O caso reforça os protocolos de segurança rigorosos que cercam as viagens internacionais do pontífice. A prontidão do rei Felipe VI em oferecer suporte logístico imediato evitou que o cronograma do líder religioso sofresse alterações mais drásticas, permitindo que o retorno a Roma ocorresse ainda na mesma data prevista.
Fonte: gazetadopovo.com.br
