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Acordo comercial: China e Estados Unidos avançam em redução de tarifas após cúpula

BeeNews 16/05/2026 | 17:52 | Brasília
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A China anunciou recentemente um acordo preliminar com os Estados Unidos para a redução de tarifas sobre “produtos relevantes”, marcando um passo significativo na busca por ampliar o comércio bilateral. O anúncio, feito pelo regime comunista chinês, surge após um encontro de alto nível entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, realizado na semana passada em Pequim, onde foram abordados temas cruciais como comércio, conflitos globais e a questão de Taiwan.

Este entendimento representa um esforço para desescalar as tensões comerciais que marcaram os últimos anos entre as duas maiores economias do mundo. Embora os detalhes específicos sobre quais produtos serão afetados e quando os cortes tarifários entrarão em vigor ainda não tenham sido divulgados, a sinalização de progresso é vista como um avanço importante nas relações sino-americanas.

O Ministério do Comércio da China foi o responsável por oficializar o acordo, embora tenha mantido a discrição quanto aos itens específicos que se beneficiarão da redução tarifária. A falta de um cronograma definido para a implementação dos cortes sugere que as negociações ainda estão em andamento, com ambas as partes trabalhando para solidificar os termos do entendimento.

Além da redução de tarifas, Pequim e Washington concordaram em estabelecer novas estruturas para gerenciar suas relações econômicas. Segundo o jornal estatal chinês Global Times, será criado um Conselho de Comércio e um Conselho de Investimentos. Esses órgãos terão a função de discutir disputas tarifárias em curso, questões de investimento e outros pontos de atrito econômico, oferecendo um canal formal para o diálogo contínuo e a resolução de impasses.

Avanços no Setor Agrícola e Demandas Mútuas

Um dos pilares do acordo preliminar foca no setor agrícola, uma área de grande importância para as economias de ambos os países. O regime chinês indicou que os Estados Unidos e a China se comprometerão a remover barreiras comerciais, visando facilitar o acesso de produtos agrícolas aos respectivos mercados. Este movimento é particularmente relevante, dada a sensibilidade e o volume do comércio de alimentos entre as nações.

No âmbito das demandas específicas, a China solicitou que os EUA atuem para resolver restrições relacionadas a produtos lácteos e aquáticos chineses. Adicionalmente, Pequim busca o reconhecimento da província de Shandong como uma zona livre de gripe aviária, o que poderia impulsionar suas exportações. Em contrapartida, a China prometeu avançar em demandas americanas que envolvem as exportações de carne bovina e carne de frango para o mercado chinês, indicando um esforço mútuo para equilibrar os interesses comerciais.

Compras de Aeronaves e o Cenário Tarifário Persistente

Outro ponto de destaque do acordo envolve o setor de aviação. A agência Anadolu reportou que a China confirmou entendimentos para a compra de aeronaves americanas, bem como para garantir o fornecimento de motores e componentes aeronáuticos dos EUA para empresas chinesas. Durante a visita, o presidente Trump havia mencionado que Pequim concordou em adquirir 200 aviões da Boeing e motores fabricados pela General Electric. Embora o regime chinês tenha confirmado a existência de “acertos relevantes” envolvendo aeronaves e motores, não foram divulgados números oficiais sobre a compra de aviões.

Apesar desses avanços, o cenário tarifário entre os dois países ainda é marcado por elevações significativas, resquício da guerra comercial iniciada nos últimos anos. Segundo a CNBC, as tarifas médias dos EUA sobre produtos chineses chegam a 47,5%, enquanto as tarifas chinesas sobre produtos americanos estão em 31,9%. A continuidade das discussões para finalizar os detalhes do acordo é crucial para que essas porcentagens possam ser efetivamente reduzidas, abrindo caminho para um comércio mais livre e equilibrado. Para mais informações sobre regulamentações comerciais internacionais, consulte a Organização Mundial do Comércio.

Perspectivas Futuras e Encontros Diplomáticos

O Ministério do Comércio da China reiterou que os detalhes do acordo ainda estão sendo discutidos, e ambas as partes continuarão trabalhando para finalizar os entendimentos anunciados após a reunião entre Trump e Xi. Este processo de negociação contínua sublinha a complexidade das relações econômicas entre as duas potências e a necessidade de um diálogo constante para superar os desafios.

Em um gesto de continuidade diplomática, o presidente Trump convidou o líder chinês Xi Jinping para uma visita oficial aos Estados Unidos ainda neste ano. Autoridades chinesas confirmaram que o presidente Xi aceitou o convite, e a visita está prevista para o final do ano. Este futuro encontro poderá consolidar os avanços obtidos e abrir novas frentes de cooperação, reforçando a importância do engajamento direto entre os líderes para a estabilidade das relações globais.

Fonte: gazetadopovo.com.br

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