Departamento de Guerra dos EUA )

Arquivos desclassificados revelam fenômenos misteriosos nas missões Apollo 12 e 17

BeeNews 08/05/2026 | 18:36 | Brasília
4 min de leitura 734 palavras

O Departamento de Guerra dos Estados Unidos desclassificou recentemente uma série de documentos que lançam nova luz sobre avistamentos de Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs) durante as históricas missões lunares. Os arquivos, liberados após uma determinação do governo americano, trazem transcrições técnicas e registros fotográficos das missões Apollo 12 e Apollo 17, ocorridas entre o final da década de 1960 e o início dos anos 1970.

ovnis: cenário e impactos

A divulgação faz parte de um esforço de transparência que busca organizar e disponibilizar ao público relatos de astronautas que, durante décadas, permaneceram restritos aos arquivos militares. Os documentos detalham experiências visuais inexplicáveis, desde clarões intensos até objetos que pareciam navegar de forma coordenada no vácuo do espaço, desafiando as explicações técnicas imediatas da época.

Relatos de luzes em movimento na Apollo 12

Durante a missão Apollo 12, realizada em 1969, os astronautas registraram eventos que desafiaram a compreensão imediata da tripulação. Segundo as transcrições de voz entre a nave e a base na Terra, o piloto do Módulo Lunar, Alan L. Bean, descreveu a observação de partículas e flashes de luz que pareciam navegar pelo espaço. Esses fenômenos foram observados através do Telescópio Óptico de Alinhamento e foram caracterizados como objetos que pareciam escapar da gravidade lunar.

No dia seguinte aos primeiros avistamentos, o comandante Charles Pete Conrad também relatou a presença de detritos flutuantes próximos ao módulo. Embora esses objetos tenham sido iluminados momentaneamente pelas luzes de rastreamento da própria nave, a natureza exata do que foi visto permaneceu incerta. O material agora público inclui fotografias tiradas na superfície da Lua que mostram pontos luminosos contra o céu negro, áreas que agora são alvo de análise detalhada por pesquisadores.

Experiências visuais intensas na missão Apollo 17

A missão Apollo 17, de 1972, apresentou relatos ainda mais vívidos de anomalias espaciais. O piloto Ronald Evans e o astronauta Jack Schmitt descreveram a presença de fragmentos extremamente brilhantes que giravam e flutuavam nas proximidades da espaçonave durante manobras orbitais. Schmitt chegou a comparar o espetáculo visual às celebrações de independência dos Estados Unidos, descrevendo o fenômeno como um verdadeiro show de luzes no vácuo do espaço.

O comandante Eugene A. Cernan relatou episódios que afetaram até mesmo seu descanso. Ele descreveu ter visto rastros luminosos e flashes intensos que piscavam diante de seus olhos, comparando a luminosidade à de um farol de trem. Cernan avaliou que as luzes correspondiam a objetos físicos reais no espaço e não apenas a ilusões ópticas ou reflexos internos. Outro ponto de destaque foi o avistamento de um clarão na superfície lunar, especificamente ao norte da cratera Grimaldi, relatado por Schmitt.

Hipóteses técnicas e a persistência do mistério

Apesar do espanto inicial, os astronautas e as equipes técnicas da Nasa buscaram explicações racionais para os avistamentos na época. Entre as principais hipóteses levantadas estavam:

  • Desprendimento de fragmentos de gelo dos tanques.
  • Lascas de tinta de componentes do foguete Saturno V.
  • Painéis do adaptador do módulo lunar flutuando.
  • Resíduos de combustão de estágios separados.

No entanto, os próprios astronautas admitiram que tais explicações eram apenas suposições baseadas na lógica operacional das missões. O governo dos Estados Unidos enfatizou que esses casos permanecem classificados como não resolvidos. Isso significa que, mesmo com o avanço da tecnologia e a revisão dos arquivos, as agências de inteligência e defesa não conseguiram determinar com precisão a origem dos fenômenos observados há mais de 50 anos.

Transparência governamental e o futuro das investigações

A liberação desses arquivos ocorreu após uma ordem direta do presidente Donald Trump, estabelecida em fevereiro, visando abrir os arquivos governamentais sobre OVNIs. O Pentágono e o Departamento de Guerra indicaram que este é apenas o primeiro lote de informações e que novos documentos serão disponibilizados continuamente em um portal oficial. O objetivo é centralizar os relatos de fenômenos anômalos e permitir uma investigação mais ampla e colaborativa.

A iniciativa reflete um interesse crescente das autoridades americanas em compreender incursões não identificadas no espaço aéreo e orbital. Recentemente, o Congresso dos Estados Unidos também realizou audiências para tratar de denúncias sobre programas secretos relacionados a tecnologias não humanas. Com a abertura desses dados históricos das missões Apollo, pesquisadores esperam encontrar padrões que ajudem a explicar eventos contemporâneos. Para mais detalhes sobre a exploração espacial, acesse o site oficial da Nasa.

Fonte: gazetadopovo.com.br

Palavras-chave: apollo, arquivos, astronomia, ciencia, espaço, lua, misterio, nasa, ovnis, pentagono, estados, unidos, fenômenos, missões, técnicas, relatos, astronautas
Compartilhe:

Menu