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Comércio brasileiro atinge novo recorde em março impulsionado por dólar mais baixo

BeeNews 13/05/2026 | 11:25 | Brasília
4 min de leitura 618 palavras

O setor de comércio no Brasil registrou um crescimento de 0,5% na passagem de fevereiro para março, marcando a terceira alta consecutiva e alcançando o seu maior patamar histórico. Este desempenho notável, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi significativamente influenciado pela desvalorização do dólar, que impulsionou as vendas de produtos importados e dinamizou o mercado.

A expansão do comércio varejista não se limitou ao cenário mensal. Na comparação com março do ano anterior, o setor apresentou um avanço robusto de 4%. No acumulado dos últimos 12 meses, a taxa de crescimento atingiu 1,8%, consolidando uma trajetória positiva que tem sido observada nos últimos períodos.

Crescimento Contínuo e Impacto Cambial no Comércio

A Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada pelo IBGE, detalha a evolução do setor, revelando uma tendência de alta que se mantém desde outubro de 2025. O analista da pesquisa, Cristiano Santos, destaca que, apesar de uma leve retração em dezembro, o movimento geral tem sido de expansão, com o comércio se beneficiando de fatores macroeconômicos.

A variação mensal do comércio nos últimos períodos reflete essa dinâmica:

  • Outubro: 0,5%
  • Novembro: 1%
  • Dezembro: -0,3%
  • Janeiro: 0,5%
  • Fevereiro: 0,7%
  • Março: 0,5%

A queda do dólar em relação ao real desempenhou um papel crucial, tornando produtos importados mais acessíveis e estimulando a demanda. Em março, o valor médio da moeda americana era de R$ 5,23, uma redução considerável em comparação com os R$ 5,75 registrados no mesmo mês do ano anterior.

Desempenho Setorial: Altas e Baixas nas Atividades

Entre os oito grupos de atividades pesquisadas pelo IBGE, cinco registraram crescimento na comparação mensal, evidenciando um cenário diversificado no comércio. Os destaques foram:

  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: alta de 5,7%
  • Combustíveis e lubrificantes: avanço de 2,9%
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: crescimento de 2,9%
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: aumento de 0,7%
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: elevação de 0,1%

Por outro lado, o setor de Tecidos, vestuário e calçados permaneceu estável, com 0% de variação. Houve recuo em Móveis e eletrodomésticos (-0,9%) e, de forma mais acentuada, em Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,4%).

O Papel do Dólar na Dinâmica do Consumo

O analista Cristiano Santos explicou que o expressivo crescimento na atividade de equipamentos para escritório, informática e comunicação está diretamente ligado à desvalorização do dólar. Com a moeda americana mais barata, as empresas aproveitam para compor seus estoques com produtos importados, que posteriormente são ofertados em promoções, como as observadas em março. “Equipamentos de informática têm essa característica de ligação com o dólar”, afirmou Santos.

No segmento de combustíveis e lubrificantes, o avanço de 2,9% é notável, especialmente considerando o aumento dos preços dos combustíveis, influenciado por eventos globais. Apesar do encarecimento, a demanda não diminuiu, resultando em um crescimento de 11,4% nas receitas da atividade no mês.

Supermercados e o Cenário da Inflação

A retração de 1,4% na atividade de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que representa mais da metade do setor de comércio, foi atribuída pelo analista à inflação. O aumento dos preços dos alimentos e outros itens essenciais impacta diretamente o poder de compra dos consumidores, levando a uma diminuição no volume de vendas desses estabelecimentos.

No panorama do comércio varejista ampliado, que engloba atividades de atacado como veículos, motos, partes e peças, material de construção, e produtos alimentícios, bebidas e fumo, o indicador também apresentou alta. Houve um crescimento de 0,3% de fevereiro para março, e um avanço de 0,2% no acumulado de 12 meses, indicando uma recuperação mais abrangente em diversos segmentos da economia.

Para mais informações sobre as pesquisas econômicas, acesse o site oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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