morte de policiais. “Sistema de segurança pública é o mesmo da ditadura”, diz es

Criação de Ministério da Segurança Pública por Lula aguarda aval do Senado à PEC

BeeNews 12/05/2026 | 14:16 | Brasília
4 min de leitura 679 palavras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a intenção de estabelecer um Ministério da Segurança Pública, uma medida condicionada à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/25 pelo Senado Federal. A PEC, já endossada pela Câmara dos Deputados, visa redefinir o papel do governo federal na área de segurança, um tema que o presidente historicamente abordou com cautela.

A declaração foi feita durante o lançamento do programa Brasil Contra o Crime Organizado, onde Lula ressaltou sua anterior recusa em criar tal ministério sem uma clara delimitação das responsabilidades federais. A iniciativa reflete uma mudança de perspectiva sobre a atuação da União no combate à criminalidade, buscando maior engajamento e coordenação com os estados.

A Promessa de um Novo Ministério para a Segurança Nacional

A criação do Ministério da Segurança Pública representa um marco significativo na política governamental, sinalizando um reforço na estrutura federal para lidar com os desafios crescentes da criminalidade. A condição imposta pelo presidente, vinculada à aprovação da PEC 18/25, sublinha a importância de uma base legal sólida e de um consenso sobre as atribuições do novo órgão.

Essa abordagem cautelosa de Lula reflete a complexidade da questão da segurança no Brasil e a necessidade de evitar sobreposições ou conflitos de competência com as esferas estaduais. O objetivo é garantir que o futuro ministério tenha um papel bem definido e eficaz, contribuindo para uma estratégia nacional de combate ao crime.

O Papel Federal na Segurança Pública: Uma Perspectiva Histórica

Lula recordou que a Constituição de 1988 atribuiu a maior parte da responsabilidade pela segurança pública aos governos estaduais. Essa decisão histórica foi influenciada pela necessidade de afastar o governo federal do controle direto da segurança, que, em períodos anteriores, era frequentemente exercido por figuras militares de alta patente.

Atualmente, há um reconhecimento crescente da necessidade de o governo federal retomar uma participação mais ativa, porém com critérios claros e determinação. O presidente enfatizou que essa participação não visa ocupar o espaço dos governadores ou das polícias estaduais, mas sim promover uma colaboração essencial. A percepção é que, sem um trabalho conjunto, o crime organizado se beneficia das divisões e da falta de coordenação entre os entes federativos.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/25 em Detalhes

A PEC da Segurança Pública, elaborada pelo governo federal em consulta com os governadores e entregue em 2025 pelo então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, é um pilar fundamental para a reestruturação da segurança nacional. Seu principal objetivo é desburocratizar e conferir maior eficiência às ações das autoridades no combate às organizações criminosas, promovendo uma maior aproximação entre os entes federativos e o governo federal.

Um dos pontos cruciais da proposta é a elevação do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), criado em 2018 por lei ordinária, a um status constitucional. Essa mudança busca fortalecer a integração entre União e estados na formulação e execução de políticas de segurança pública, garantindo uma atuação mais coesa e coordenada em todo o território nacional.

Unificação de Esforços Contra o Crime Organizado

Para otimizar a ação das autoridades e superar as dificuldades impostas pela burocracia atual, a PEC prevê a padronização de protocolos, informações e dados estatísticos. Atualmente, o Brasil lida com a complexidade de ter 27 unidades federativas, o que resulta em 27 tipos distintos de certidões de antecedentes criminais, boletins de ocorrência e mandados de prisão.

Essa padronização é vista como essencial para criar um sistema mais ágil e eficiente, facilitando a troca de informações e a cooperação entre as forças de segurança em diferentes níveis. A integração proposta pela PEC é um passo estratégico para combater o crime organizado, que atua de forma transnacional e se aproveita das fronteiras administrativas para evadir a justiça. A iniciativa se alinha a programas como o Brasil Contra o Crime Organizado, reforçando o compromisso do governo em fortalecer a capacidade de resposta do Estado.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Palavras-chave: congresso, estados, executivo, federal, integração, justiça, legislação, política, reforma, segurança, pública, governo, crime, presidente, ministério, organizado, lula, proposta
Compartilhe:

Menu