Canel, em evento pelo Dia do Trabalho em Havana, no último dia 1º (Foto: Norlys Perez/EFE )

EUA ampliam voos de reconhecimento militar próximos à costa de Cuba

BeeNews 11/05/2026 | 16:12 | Brasília
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Aumento da vigilância aérea sobre a ilha

Os Estados Unidos intensificaram significativamente as operações de monitoramento nas proximidades de Cuba. Desde o dia 4 de fevereiro, a Marinha e a Força Aérea americana realizaram ao menos 25 voos militares com o objetivo declarado de coletar informações estratégicas na região.

A movimentação ocorre em um cenário de crescente tensão geopolítica e especulações sobre possíveis ações militares na ilha. De acordo com dados públicos de aviação analisados pela CNN, as aeronaves operaram frequentemente a menos de 65 quilômetros da costa cubana, concentrando-se nas áreas próximas a Havana e Santiago de Cuba.

Tecnologia e estratégia de coleta de inteligência

Para realizar esse monitoramento, o Pentágono tem utilizado um aparato tecnológico de ponta. Entre as aeronaves identificadas estão o P-8A Poseidon, focado em patrulha marítima e reconhecimento, e o RC-135V Rivet Joint, especializado na interceptação e coleta de sinais de inteligência.

Além das aeronaves tripuladas, o uso de drones de alta altitude, como o MQ-4C Triton, reforça a capacidade americana de manter vigilância persistente sobre o território. Essas ações visam mapear movimentações e possíveis instalações que, segundo o governo americano, representam ameaças à segurança nacional.

Contexto de sanções e crise energética

A pressão sobre o regime de Miguel Díaz-Canel tem sido amplificada por uma série de sanções econômicas. O governo de Donald Trump implementou tarifas sobre países que exportam petróleo para a ilha, visando desmantelar bases de inteligência que, segundo Washington, estariam sendo instaladas por adversários estrangeiros.

O bloqueio de suprimentos energéticos, somado à captura de Nicolás Maduro em 3 de janeiro, aprofundou a crise interna em Cuba, resultando em apagões constantes. Recentemente, o Departamento do Tesouro também impôs restrições ao conglomerado Gaesa, gerido por militares cubanos, o que forçou a saída de parceiros internacionais, como a mineradora Sherritt, de projetos conjuntos na ilha.

Especulações sobre o futuro da operação

O planejamento militar americano parece estar em uma fase de aceleração. Relatos indicam que o Pentágono intensificou os estudos para uma possível operação na ilha, enquanto o discurso oficial de Donald Trump sugere que Cuba poderia ser o próximo alvo de intervenções após ações no Irã e na Venezuela.

Enquanto o regime cubano descarta a rendição e apela à comunidade internacional, a presença constante de aeronaves militares nos céus do Caribe sinaliza que a estratégia de contenção dos Estados Unidos entrou em uma nova e mais ostensiva etapa.

Fonte: gazetadopovo.com.br

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