O governo federal alcançou a marca de 94% na execução dos recursos destinados ao Auxílio Reconstrução no Rio Grande do Sul. O montante, que soma cerca de R$ 90 bilhões, tem sido aplicado em frentes críticas de recuperação, incluindo a restauração de escolas, unidades de saúde e o suporte a empresas impactadas pelas enchentes que devastaram diversas regiões do estado entre abril e maio de 2024.
A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, esteve em Porto Alegre na quinta-feira (7) para monitorar o andamento das obras e a aplicação dos valores. O objetivo central da gestão é identificar gargalos operacionais, seja na esfera federal ou municipal, para garantir que o repasse atinja a totalidade dos 100% previstos no cronograma de auxílio.
Apoio financeiro e infraestrutura
Além do auxílio direto às famílias, que contempla o pagamento de R$ 5,1 mil em parcela única para desalojados e desabrigados em 478 municípios, o suporte financeiro contou com a atuação estratégica da Caixa Econômica Federal. O banco foi o responsável pela operacionalização do Saque Calamidade, permitindo o acesso aos valores integrais do FGTS pelos trabalhadores afetados.
A instituição também desempenha um papel fundamental no financiamento para a compra e reconstrução de moradias. Durante a agenda oficial, a ministra assinou novos contratos que totalizam R$ 5,4 bilhões em investimentos, provenientes do Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos (Firece), com a presença dos ministros André de Paula e Vladimir Lima.
Negociação sobre a dívida estadual
Durante o encontro com o governador Eduardo Leite, foi discutida a possibilidade de prorrogação da suspensão do pagamento da dívida do estado com a União. O governo gaúcho busca redirecionar verbas para projetos de irrigação, visando combater os efeitos da estiagem nos rios Jacuí e Sinos, que impactam severamente a agricultura e o abastecimento local.
A equipe técnica da Casa Civil, em conjunto com o Ministério das Cidades e a Caixa, avaliará a viabilidade da solicitação. Em 2024, a União já havia autorizado a suspensão do pagamento da dívida por 36 meses, com a zeragem dos juros, gerando um alívio financeiro estimado em R$ 23 bilhões para o estado, conforme dados da Agência Brasil.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
