Ernesto Mastrascusa/EFE

Hotéis em Cuba: redes encerram operações sob ultimato dos Estados Unidos

BeeNews 03/06/2026 | 09:28 | Brasília
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Grandes redes hoteleiras internacionais estão encerrando suas operações em Cuba, uma decisão que marca uma intensificação significativa da pressão exercida pelos Estados Unidos sobre o regime castrista. A medida vem em resposta a um ultimato de Washington, que estabeleceu um prazo para que empresas estrangeiras rompam laços comerciais com a ilha, sob pena de terem seus ativos bloqueados em território americano. Este movimento representa um golpe considerável para a economia cubana, fortemente dependente do turismo.

A saída dessas operadoras, que inclui algumas das maiores do setor na ilha, reflete a crescente dificuldade de manter negócios em um ambiente de sanções e ameaças de retaliação. A situação sublinha a complexidade das relações internacionais e o impacto direto das políticas externas na operação de empresas globais.

O Ultimato Americano e a Reação das Redes Hoteleiras em Cuba

A rede espanhola Melià Hotels, reconhecida como a maior operadora hoteleira estrangeira em Cuba, anunciou a decisão de cessar imediatamente a gestão de seus 15 hotéis na ilha. A notícia, divulgada pela agência EFE, detalha que a subsidiária portuguesa Ilha Bela foi instruída a rescindir a prestação de serviços de gestão e comercialização, bem como o uso das marcas hoteleiras. A Melià justificou a ação como uma resposta a “circunstâncias imprevistas, alheias à capacidade de gestão ou atuação da Ilha Bela”, agindo com um profundo senso de responsabilidade corporativa.

Este desligamento ocorre em um momento crítico, próximo ao vencimento do prazo estabelecido por uma ordem executiva da Casa Branca. Esta ordem exige que empresas e indivíduos estrangeiros com relações comerciais com o regime cubano encerrem esses vínculos até a sexta-feira, 5 de [mês não especificado no original], sob o risco de sanções severas, incluindo o bloqueio de ativos nos Estados Unidos. A pressão americana visa isolar economicamente o governo cubano, alegando que a ilha abriga bases militares e de inteligência de adversários dos EUA.

Impacto Abrangente: Outras Redes e Setores Deixam a Ilha

A Melià não é a única a sentir o peso das sanções. O grupo espanhol Iberostar, a segunda maior operadora hoteleira estrangeira em Cuba, já havia comunicado o encerramento das operações de 12 de suas unidades na ilha. A saída dessas duas gigantes do setor hoteleiro representa uma perda significativa para a infraestrutura turística cubana, que se apoiava fortemente na expertise e no alcance global dessas marcas.

Além disso, a empresa canadense Blue Diamond, a terceira maior rede hoteleira estrangeira em Cuba em número de unidades administradas, também anunciou o encerramento completo de suas operações. A onda de desligamentos não se restringe apenas ao setor hoteleiro; a companhia aérea espanhola Iberia, por exemplo, suspendeu seus voos entre Madri e Havana, indicando um impacto mais amplo nas conexões e no fluxo de turistas para a ilha.

A Justificativa Corporativa e o Cenário Geopolítico

A alegação da Melià de agir com

Fonte: gazetadopovo.com.br

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