tar queijo mais barato após acordo Mercosul–UE. Rússia lidera venda de diesel ao

Inflação de abril desacelera para 0,67%, mas alimentos mantêm pressão sobre o custo de vida

BeeNews 12/05/2026 | 10:19 | Brasília
5 min de leitura 804 palavras

A inflação oficial do país registrou uma desaceleração em abril, fechando o mês em 0,67%. Este resultado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representa uma queda em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março, que havia alcançado 0,88%. Apesar da redução na taxa mensal, a persistência da alta nos preços de alimentos e bebidas continua a exercer uma pressão significativa sobre o orçamento das famílias brasileiras, impactando diretamente o custo de vida.

No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação atingiu 4,39%, mantendo-se dentro da meta estabelecida pelo governo. A meta central é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, o que significa que o índice pode variar entre 1,5% e 4,5%. Em março, o patamar anualizado era de 4,14%, e em abril do ano anterior, a taxa mensal havia sido de 0,43%, indicando uma variação no comportamento dos preços ao longo do tempo.

Desaceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)

O IPCA de abril surpreendeu o mercado financeiro ao vir abaixo das projeções. O relatório Focus, uma sondagem semanal realizada pelo Banco Central com agentes do mercado, estimava uma inflação de 0,69% para o mês. A taxa de 0,67% reflete uma tendência de arrefecimento geral, embora alguns setores ainda demonstrem forte elevação de preços. A desaceleração é um indicativo importante para a política monetária e para a expectativa de estabilidade econômica.

A composição do índice revela que, apesar da queda geral, a pressão sobre itens essenciais persiste. O índice de difusão, que mede a proporção de produtos e serviços com preços em alta, foi de 65% em abril, uma ligeira redução em comparação com os 67% registrados em março. Isso demonstra que, embora a intensidade da inflação tenha diminuído, a elevação de preços ainda é um fenômeno disseminado em grande parte dos 377 subitens pesquisados pelo IBGE.

A Pressão Contínua dos Alimentos e Bebidas

O grupo de Alimentação e Bebidas foi o principal vetor de pressão sobre a inflação em abril, registrando uma alta de 1,34% e contribuindo com 0,29 ponto percentual para o índice geral. Essa elevação tem um impacto direto e sensível no poder de compra das famílias, especialmente aquelas de menor renda, que destinam uma parcela maior de seus orçamentos para a compra de alimentos. A volatilidade dos preços de produtos básicos, como leite, carnes e hortaliças, é um desafio constante para a gestão econômica.

Entre os produtos que mais se destacaram pela alta, o leite longa vida registrou um aumento expressivo de 13,66%, contribuindo com 0,09 p.p. para a inflação. Outros itens importantes no dia a dia dos consumidores também apresentaram elevações notáveis, como a gasolina (1,86%), produtos farmacêuticos (1,77%), itens de higiene pessoal (1,57%), gás de botijão (3,74%) e carnes (1,59%). Hortaliças como cenoura (26,63%), cebola (11,76%) e tomate (6,13%) também tiveram aumentos significativos, refletindo variações sazonais e de oferta.

Outros Fatores de Influência e a Meta Inflacionária

Além de Alimentação e Bebidas, outros grupos também contribuíram para a inflação de abril. Saúde e Cuidados Pessoais registrou alta de 1,16%, com impacto de 0,16 p.p., impulsionado, em parte, pelos produtos farmacêuticos e de higiene pessoal. Habitação, com 0,63%, e Artigos de Residência, com 0,65%, também tiveram suas contribuições, embora menores. Transportes, com 0,06%, apresentou uma das menores variações, apesar da alta da gasolina.

A manutenção da inflação acumulada em 12 meses dentro da meta do governo é um ponto positivo para a estabilidade macroeconômica. A meta de inflação é um instrumento crucial para guiar as expectativas de preços e as decisões de investimento e consumo. O Banco Central utiliza a taxa básica de juros (Selic) como principal ferramenta para controlar a inflação, buscando mantê-la próxima ao centro da meta para garantir o poder de compra da moeda e o crescimento sustentável da economia.

Metodologia do IPCA e Abrangência da Pesquisa

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é considerado o indicador oficial da inflação no Brasil e tem como objetivo apurar o custo de vida para famílias com rendimentos que variam de um a 40 salários mínimos. A abrangência da pesquisa é vasta, cobrindo diversas regiões do país para capturar a diversidade dos padrões de consumo e preços.

A coleta de preços é realizada mensalmente em dez regiões metropolitanas, que incluem Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Além dessas, a pesquisa se estende a Brasília e às capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. Essa ampla cobertura garante que o IPCA reflita de forma representativa a dinâmica dos preços em diferentes contextos urbanos brasileiros, fornecendo dados essenciais para a análise econômica e a formulação de políticas públicas. Para mais detalhes sobre a metodologia e os dados, consulte a Agência Brasil.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Palavras-chave: abril, alimentos, consumidor, custo, economia, governo, ibge, inflação, ipca, mercado, meta, preços, produtos, serviços, índice, alta, taxa, pressão
Compartilhe:

Menu