democracia em Hong Kong. (Foto: Jerome Favre/EFE/EPA )

Ex-presidente Trump vê poucas chances de China libertar Jimmy Lai, ativista pró-democracia

BeeNews 16/05/2026 | 12:50 | Brasília
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O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou profundo ceticismo quanto à possibilidade de a China libertar o proeminente empresário de mídia e ativista pró-democracia Jimmy Lai. Detido em 2020 e posteriormente condenado a 20 anos de prisão por seu apoio aos protestos democráticos em Hong Kong, Lai tornou-se um símbolo da repressão às liberdades na região.

As declarações de Trump, feitas à rede americana Fox News e repercutidas pela agência EFE, revelam uma tentativa de intervenção diplomática que não obteve o resultado esperado. O caso de Lai, que é também cidadão britânico e enfrenta sérios problemas de saúde, continua a gerar preocupação internacional e a destacar as tensões entre os direitos humanos e a política chinesa.

O ceticismo de Trump sobre o destino de Jimmy Lai

Durante sua entrevista à Fox News, Donald Trump detalhou suas conversas com o ditador chinês, Xi Jinping, sobre o caso de Jimmy Lai. O ex-presidente americano afirmou ter levantado o tema diretamente, mas a resposta de Pequim não foi encorajadora. “Levantei o tema de Jimmy Lai, e diria que a resposta não foi positiva”, relatou Trump, indicando que Xi Jinping se estendeu sobre o assunto sem demonstrar abertura para a libertação.

Trump mencionou ter apelado a um gesto humanitário, citando a idade avançada e a saúde debilitada de Lai. “Eu lhe disse ‘agradeceria se o colocasse em liberdade. Ele já envelheceu e, provavelmente, não se sente muito bem’. Seria um bom gesto. No entanto, não me senti otimista a esse respeito”, concluiu o ex-presidente, sublinhando a intransigência do regime chinês.

A luta de Jimmy Lai e a repressão em Hong Kong

Jimmy Lai, de 78 anos, é uma figura central na mídia e no movimento pró-democracia de Hong Kong. Sua prisão em 2020 e subsequente condenação a duas décadas de cadeia estão diretamente ligadas ao seu engajamento em favor das liberdades democráticas na região. Lai foi um dos principais apoiadores dos protestos que eclodiram em 2019, defendendo a autonomia de Hong Kong contra a crescente influência de Pequim.

A situação de Hong Kong é um ponto sensível nas relações internacionais. O enclave foi devolvido pelo Reino Unido à China sob o princípio de “um país, dois sistemas”, que garantia autonomia política e econômica até 2047. Contudo, sob a liderança de Xi Jinping, a China tem endurecido sua postura, impondo leis de segurança nacional e reprimindo vozes dissidentes. Essa repressão levou ao fechamento de veículos de imprensa independentes, como o Apple Daily, fundado por Lai, e à perseguição de jornalistas e ativistas.

Condições de saúde e apelos por libertação

A saúde de Jimmy Lai tem sido motivo de grande preocupação. Além de sofrer de diabetes, Lai foi colocado em confinamento solitário em uma cela sem ar condicionado, em um local onde as temperaturas podem superar os 40 graus no verão. Sua filha, Claire, descreveu um quadro alarmante ao jornal britânico The Guardian, afirmando que o pai “perdeu muito peso e está muito mais fraco que antes. Suas unhas ficam quase roxas, cinzentas e verdes antes de cair, e seus dentes estão apodrecendo”.

Claire Lai expressou gratidão pelos esforços de Trump, ressaltando a reputação do ex-presidente em atuar pela libertação de detidos injustamente. Ela manifestou confiança de que Trump e seu governo ainda poderiam conseguir a libertação de seu pai, destacando a urgência da situação devido à deterioração de sua condição física.

Outros casos de detenção política e a postura chinesa

Apesar do pessimismo em relação a Jimmy Lai, Trump afirmou ter mais esperanças quanto à libertação de outro preso político chinês: o pastor protestante Ezra Jin Mingri. Jin está detido há sete meses, e sua esposa e filhos possuem passaporte norte-americano e residem nos Estados Unidos. “Sim, me senti otimista, por outro lado, a respeito do segundo caso que agora está sob consideração, o do pastor”, declarou Trump.

De acordo com a Associated Press, a Zion Church, liderada por Jin, é uma das maiores igrejas clandestinas da China. O governo chinês, oficialmente comunista e ateu, adota uma política agressiva de “sinicização” das religiões, impondo regras rigorosas para que as igrejas operem no país. Este contexto ressalta a amplitude da repressão chinesa, que se estende da liberdade de imprensa à liberdade religiosa, impactando diversos setores da sociedade e gerando condenação internacional. Para mais informações sobre direitos humanos na China, consulte Amnesty International.

Fonte: gazetadopovo.com.br

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